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Nutricionista explica relação entre a fome e o mau humor

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29.08.2020 - 15:34:50

A Redação

Goiânia – Entre outros benefícios, o consumo de alimentos variados como cereais, grãos, frutas, verduras, leguminosas auxiliam também no humor. Tudo o que ingerimos vira um combustível para o nosso corpo, e quando estamos com fome precisamos repor essa necessidade energética. Nosso cérebro utiliza cerca de 20% das nossas calorias e, nesta situação, de "abstinência" de alimentos, não consegue regular a raiva. E é aí que vem aquele típico mau humor.

 
Para a Nutricionista Renata David Kitade, médica que coordena a equipe de Nutricionistas no Esporte Clube Pinheiros, "Nossa alimentação está ligada diretamente às nossas emoções, o ato de comer está associado ao bem estar, à felicidade e à satisfação. Quando restringimos a nossa alimentação ou começamos uma dessas dietas restritivas, perde-se o prazer em comer inclusive pela sua monotonia.
 
Pensando nisso, nutricionista elaborou algumas dicas para o seu dia a dia:
 
1. A alimentação saudável auxilia no controle do seu humor e ela não precisa ser ruim: abuse dos temperos
 
A dieta extremamente restritiva pode interferir no humor e todos os outros comportamentos relacionados às emoções. O nosso cérebro demanda de um fornecimento de energia contínuo. A dieta correta é aquela baseada em alimentos de verdade, ou seja, um prato de comida básico e colorido no qual distribuímos todos os nutrientes necessários ao nosso bem estar. Alimentos que não podem faltar para garantir o bom humor: carboidratos, proteínas, gorduras boas, alimentos fontes de vitaminas (B3, B6 B9, B12, C) e minerais (zinco, magnésio, ferro, cobre, manganês).
 
Todos eles são necessários para a fabricação do neurotransmissor relacionado ao humor, ao bem estar e ao prazer: a SEROTONINA, que sem dúvida está diretamente relacionada a uma alimentação adequada e nutritiva. Assim garantimos o bom humor e a vontade de viver. É possível encontrar esses nutrientes em alimentos, como: cereais integrais, frutas, grãos, legumes,verduras, leguminosas, entre outros.
 
2. Exercício físico está liberado na transformação alimentar
 
Quando praticamos atividade física, temos o aumento da necessidade energética ou seja, quando estamos mais sedentários, nosso gasto energético é menor. Então sentimos mais apetite na medida que o nosso metabolismo queima mais energia. Os atletas necessitam de uma ingestão de carboidratos maior que os não atletas, as necessidades devem ser adequadas individualmente para garantir o peso saudável e a manutenção ou ganho de massa muscular. O nutricionista consegue traçar o seu plano alimentar de acordo com o seu objetivo traçado. Por isso é sempre bom um acompanhamento com uma equipe multidisciplinar com nutricionistas, preparadores físicos, endocrinologistas, etc.
 
3. Tá com sede?! A famosa música de carnaval tem razão ao anunciar a água mineral
 
O consumo de ÁGUA é fundamental para a manutenção da saúde e no caso de exercício físico, importantíssimo para o desempenho físico. O organismo é composto por dois terços de água, portanto a distribuição e o consumo de água são vitais para o equilíbrio hormonal, por exemplo, eliminando toxinas (produtos não aproveitados), mantendo as células em bom funcionamento e fornecendo nutrientes aos órgãos. A desidratação é o caminho certo para favorecer o ganho de peso. Alguns dos sintomas de desidratação: muita sede, boca seca, urinar e suar menos que o normal, urina de cor mais escura, fugindo ao habitual, cansaço e fadiga.
 
É preciso beber pelo menos de seis a oito copos de água por dia. E quando existe uma frequência de exercícios regular, esse consumo deve ser ainda maior, estipulado em função da sudorese ou peso perdido após os treinos ou competições, no caso dos atletas. Nestes casos também existe a recomendação de bebidas esportivas para garantir a adequada recuperação do atleta.
 
4. Tenha uma rotina alimentar
 
Quando temos uma rotina alimentar conseguimos ficar mais calmos e mais focados nas tarefas do dia-a-dia, procurando menos alimentos chamados de "Confort Food". São alimentos com alto teor calórico (geralmente mais ricos em carboidratos) e pobres em proteínas. Quando não nos alimentamos bem temos a tendência de querer comer fora de hora. É justamente neste contexto que acabam aparecendo os consumos excessivos e inadequados. A fome, em horários impróprios, desregula a rotina e isso se torna um círculo vicioso. Vale ressaltar que podem ser desenvolvidos transtornos alimentares quando não se tem uma rotina alimentar adequada, dificultando o controle do impulso e favorecendo o desequilíbrio, para mais ou para menos.
 
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por Adriana Marinelli

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