Atualizada às 22h
Catherine Moraes
Em mais um acidente grave envolvendo o transporte coletivo, um ônibus do Eixo Anhanguera atropelou três pessoas da mesma família de Goiânia, entre elas uma criança, na faixa de pedestres. O caso desta sexta-feira (29/7) é o terceiro em apenas um mês. Os dois incidentes anteriores ocasionaram a morte de duas pessoas. Desta vez, as vítimas sofreram fraturas e o garoto de 8 anos teve ferimentos na cabeça.
Segundo o último boletim do Hospital da Criança, onde Lucas da Silva Freitas está internado, ele teve um coágulo na cabeça e está em observação. O pai da criança, o tentente da Polícia Militar Josley Soares de Freitas, sofreu escoriações nos cotovelos. O primo Amadeus Soares da Silva, 57, fraturou a clavícula e a mandíbula, segundo familiares.
O acidente aconteceu no início da tarde, entre a rua José Bonifácio e a Avenida Anhanguera, Setor Campinas, próximo ao terminal da Praça A. Segundo informações da Batalhão de Trânsito, os carros pararam para que a família atravessasse a faixa de pedestres. Mas, ao cruzar a linha do Eixo Anhanguera, o motorista do ônibus não fez o mesmo.
Inicialmente, o Corpo de Bombeiros conduziu as vítimas ao Cais de Campinas. A suspeita inicial é de que o garoto havia sofrido fratura na perna. Na unidade de saúde, os atendentes detectaram também uma lesão na cabeça e encaminharam Lucas ao Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), com suspeita de traumatismo craniano. De lá, ele foi transferido para o Hospital da Criança, onde a equipe médica detectou um coágulo.
Mesmo angustiada, a mãe de Lucas, Maria Elizabete Freitas, 41 anos, disse se sentir aliviada por não ter acontecido algo mais grave. Ela aguardava do outro lado da rua e presenciou o atropelamento do filho e do marido.
Ao lado de Maria, a comerciante Angélica de Freitas, mulher Amadeus, também viu de perto o acidente. Na porta do Hugo, Angélica estava apreensiva devido aos exames do marido. A família mora em Anápolis e veio a Goiânia para fazer compras.
Explicações
O diretor de operações da Metrobus Antônio batista disse que está prestando assistência às vítimas e que o motorista será ouvido. Segundo ele, uma perícia vai revelar se o ônibus tinha algum defeito, já que o funcionário alegou falha nos freios.
No entanto, na hora do atropelamento, o motorista parou o ônibus. Segundo informações do Batalhão de Trânsito, pensando se tratar de acidente sem maior gravidade, ele seguiu viagem normalmente.
Imprudência
O acidente desta tarde aumenta a estatística envolvendo ônibus do tranporte coletivo da Grande Goiânia. No último dia 17, Gabriel Henrique da Costa, 7 anos, foi atropelado ao tentar desembarcar no Terminal Vera Cruz. A roda do veículo passou por cima da bacia do garoto. Encaminhado ainda consciente para o Hugo, ele passou por cirurgia, mas veio a óbito dois dias depois, em 19 de julho, com uma parada cardiorrespiratória.
No dia 12 passado, a diarista Maria Zumira Gerolineto, 57, tentava entrar em um ônibus no Terminal Garavelo. O coletivo já estava cheio e o motorista fechou a porta. Quando oveículo saiu do lugar, a diarista, caiu e foi atropelada. Ela morreu no dia 20 de julho.