Catherine Moraes
Quem procurou o Hospital das Clínicas para atendimento médico ou consultas clínicas nesta segunda-feira (18/6), ficou do lado de fora da unidade. A partir desta segunda, o atendimento está restrito à urgência e emergência. A medida foi tomada devido à paralisação dos Servidores Técnicos Administrativos da Universidade Federal de Goiás (UFG), responsável por gerir a unidade de saúde. Entre as reinvidicações, abertura de concursos, taxa de insalubridade e reajuste salarial.
Segundo a coordenadora-geral do sindicato dos servidores (Sint-ifesgo), Fátima dos Reis, o atendimento exigido por lei está acontecendo. “Assim como urgência e emergência, os pacientes que estão internados continuarão sendo atendidos.” Fátima se diz ainda que uma reunião na tarde desta segunda vai discutir o que houve de erros na paralisação para que sejam corrigidos na próxima terça-feira (19/6). “Se alguém conseguiu entrar e ser atendido, amanhã isso não será possível. Pedimos que a população não venha ao hospital e evite tumulto”, finaliza.
De acordo com o coordenador-geral do sindicato dos servidores (Sint-ifesgo), João Pires, o déficit atual de servidores no hospital é de 400 profissionais. Se o número englobar a UFG de forma geral, são mais de mil professores em falta. “Não podemos fechar o hospital, até porque, pensamos nos pacientes e não há como transferí-los para outra unidade de saúde”, completa.
Histórico de greve
Em meados de 2011 os servidores ficaram em greve por mais de 110 dias com reivindicações semelhantes. Na ocasião, os servidores alegavam que o déficit de professores era de 900 profissionais, número que cresceu desde então. Além disso, 180 leitos do Hospital das Clínicas (HC) estavam fechados por falta de técnicos.