A Redação
Goiânia – O oftalmologista Lucas Henrique Barbosa Santos descobriu a fotografia e apaixonou-se por essa arte do olhar há dez anos. Como um hobby, começou a fotografar para eternizar belas paisagens ou monumentos arquitetônicos. Ainda hoje a prática é um passatempo paralelo à medicina e, em maio, ele fará sua primeira exposição internacional.
O cooperado conta que quando começou, guardava as fotos só para recordação. “Eu sempre gostei muito de lugares bonitos e fotografias que registrassem essa exuberância do mundo. Então eu fotografava e guardava tudo para mim”, explica.
Em 2016, o médico expôs algumas fotografias na Galeria Tabriz em Goiânia e chamou a atenção de alguns arquitetos. “Na época, foi minha primeira experiência com uma exposição pública e eu me senti honrado com o interesse dos arquitetos. Senti que eles viram a beleza captada nos meus retratos assim como eu mesmo via. E alguns deles me convidaram para decorar seus ambientes na Casa Cor”, conta.
Foi assim que suas fotografias fizeram parte dos ambientes da Mostra Casa Cor 2016. Essa experiência estimulou a criação de um perfil na rede social para expor de forma permanente suas fotos para o mundo. Em 2018, o oftalmologista participou de outra exposição na Feira de Arte de Goiás (FARGO) e foi convidado novamente para edição de 2020. “Eu fico muito feliz em mostrar meu trabalho mesmo que seja amador e não tenha objetivo profissional. É gratificante”, comenta.
Seus belos retratos são fruto de uma observação intuitiva. Ele nunca fez um curso profissionalizante de fotografia, mas lembra que sempre teve certa sensibilidade. “Desde o começo, fotografar foi meio intuitivo. Como utilizar a perspectiva, onde e como usar a luz, os ângulos, tudo foi fluindo no momento que eu tirava as fotos. Mas quando comecei a expor, procurei informações na internet para aprender mais e melhorar”, diz.
Neste ano de 2020, o médico foi um dos convidados para participar do Festival Internacional de Fotografia de Avintes (iNstantes) que vai ser realizado de 1º a 31 de maio, na Vila Nova de Gaia, em Portugal. “Foi uma honra ser convidado para expor internacionalmente. Fiquei muito feliz e minha família compartilha dessa felicidade comigo”, afirma o cooperado.
A partir da participação de diversas exposições e do compartilhamento virtual do seu trabalho, ele explica que seu foco revela um olhar particular sobre as coisas que ele vê. Outras pessoas poderão ver de forma diferente a mesma foto. “Duas pessoas não olham para o mesmo lugar ou paisagem e veem a mesma coisa. Isso acontece com a realidade ou com uma fotografia. E eu fico feliz de trazer um olhar, entre tantos, que também pode ser reinterpretado. Isso é arte”, conclui.