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Lesões por corridas e as diferentes frentes de prevenção

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31.01.2020 - 17:00:44

Correr é uma forma popular e conveniente de atividade física com muitos benefícios conhecidos, como melhora do sistema cardiovascular e redução de risco de morbidade. Apesar dessas vantagens, a corrida está associada a altas taxas de lesões.
 
A população de corredores está sujeita a uma série de possíveis contusões, além do que, uma história de antecedentes de lesão representa um fator de risco para novos casos. No entanto, a resposta a lesões em corrida varia entre indivíduos. Pesquisas limitadas demonstraram que lesões são motivos para pausa ou interrupção permanente da prática de correr. E em sua maioria as lesões em corridas ocorrem pelo excesso, sendo que seus sintomas se manifestam ao longo do tempo.
 
Apesar dos sintomas, como a dor, a persistência no exercício pode contribuir com quadros de maior gravidade ou intensidade. Um ponto a ser levantado, por exemplo, diz respeito aos efeitos de palmilhas disponíveis comercialmente sobre fatores de risco biomecânicos para lesões. A comercialização desses produtos sem a devida indicação pode acarretar em contusões de grande impacto, como a fascite plantar, que acomete a musculatura da sola do pé, contusões de ligamentos de tornozelo, síndrome do estresse tibial, popularmente conhecida como canelite, e síndrome da dor femoropatelar, que atinge a articulação do joelho.
 
Padrões cinemáticos de marcha também guardam relação com locais de lesão semelhantes. Por exemplo, estudos envolvendo lesões comuns do joelho, como dor femoropatelar e síndrome da banda iliotibial, demonstram que os corredores apresentam aumento da adução do quadril e pico da rotação interna do joelho. Semelhanças também foram encontradas em indivíduos com lesões no tornozelo, tendinopatia de Aquiles, ou seja, no tendão que liga o músculo da panturrilha ao osso do calcanhar, e ainda em pessoas com disfunção do tendão tibial posterior, sugerindo que esses corredores lesionados exibem maior tempo de pronação de pico ou rotação do pé.
 
A avaliação cinemática pode ser um dos recursos indicados para a prevenção de lesões nessa população de atletas. Trata-se de um recurso tecnológico que capta os movimentos dos diferentes segmentos corporais por meio de sensores, o que permite reproduzir na tela do computador uma imagem fiel da execução de qualquer movimento ou gesto esportivo. A partir daí podem ser estabelecidas estratégias fisioterápicas ou de treino e fortalecimento, de modo a corrigir as alterações.
 
Uma avaliação médica adequada, exames funcionais e testes biomecânicos são importantes instrumentos para detectar problemas e promover medidas para sua devida correção.
 
*Diego Dias é médico do esporte, com formação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com pós-graduação em Medicina Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira, pós-graduação em Body Building Coach pelo Instituto La Verita e Titulação em Medicina do Exercício e Esporte pela Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.
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por Diego Dias

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