A Redação
Goiânia – O livro ‘O diário de Anne Frank’ se tornou um dos relatos mais famosos da II Guerra. Escrito pela menina alemã de origem judaica enquanto estava no esconderijo com sua família na Holanda, o diário seguiu um caminho tortuoso depois que o grupo foi descoberto e enviado para o campo de concentração.
Apenas o pai, Otto, sobreviveu, vindo a publicar o livro da filha. O diário, no entanto, não foi o único texto de autoria de Anne Frank.
Cartas inéditas escritas para a avó antes mesmo da guerra estourar, contos e o esboço de um romance que estavam acessíveis somente a pesquisadores chegam ao público com obra reunida, publicada com exclusividade.
A Editora Record é a única autorizada pela Fundação Anne Frank a publicar a versão definitiva do livro e parte da renda com direitos autorais das edições oficiais é revertida para iniciativas da Unicef.
O novo livro também reúne as três versões existentes de ‘O diário de Anne Frank’. A primeira delas é a versão original, escrita dia a dia, no calor dos acontecimentos, com as divagações e observações espirituosas da autora. Na segunda, a própria autora revisou o texto depois de um nítido amadurecimento e, na terceira, a versão que acabou se popularizando, publicada originalmente em 1947, traz alterações feitas pelo pai, Otto, na qual foram suprimidos comentários sobre a descoberta da sexualidade e críticas aos outros moradores do esconderijo.
Obra reunida traz pela primeira vez uma série de cartas não publicadas que Anne escreveu para sua vó entre 1936 e 1941, antes de receber seu diário de presente no aniversário de 13 anos, no ano de 1942. O livro inclui ainda ilustrações, fotos de família e documentos.