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Os “Filhinhos da Mamãe”

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18.10.2019 - 17:47:12

O termo “Filhinho da Mamãe”, sob a ótica das Constelações Familiares, vai além da crítica rasa a uma relação mais estreita entre mãe e filho. O olhar sistêmico, que muitas vezes alcança aquilo que os olhos não veem, mostram a profundidade de um amor que perpassa o zelo excessivo. Um amor que, não raro, impede o homem de “sair de casa” e constituir sua própria família. As aspas, em “sair de casa”, têm uma razão de ser.
 
A saída física da casa dos pais pode não ser o suficiente para que um homem (ou mulher) esteja com a alma presente e entregue na construção de sua própria família. Os filhinhos da mamãe seriam homens cujo emaranhamento com a genitora produz um vínculo que há muito deixou de ser saudável, dificultando-lhe a real saída e construção de seu próprio lar.
 
Na prática das Constelações Familiares ultrapassamos o simples olhar da superproteção (ou predileção) para vermos que tipo de simbiose criou-se entre mãe e filho. Embora haja um número enorme de possibilidades, o que costumamos ver é o mal “posicionamento” do filho no sistema familiar. Posicionar-se é estar no lugar que lhe pertence nesse sistema. Quando um rapaz deseja, inconscientemente, assumir o papel de companheiro da mãe com o objetivo de substituir-lhe o marido “ruim” ou ausente, deixa seu lugar de filho para entrar em um papel que não lhe compete.
 
Por amor, ele tenta promover um resgate maior que sua capacidade. A mãe, também de forma inconscientemente, projeta nesse filho o homem que ocupará suas lacunas. No entanto, de acordo com as premissas das Constelações Familiares, pais dão e filhos recebem. No caso em tela constatamos, assim, a total inversão da ordem. Em um casamento, por exemplo, teríamos a possibilidade real de vermos um marido dividido entre a esposa e a mãe, autossabotando a relação em busca de uma justificativa para, finalmente, “voltar para a casa”. Por fim, vemos toda a sorte de emaranhamentos nessas relações e, infelizmente, não há receita padrão, cabendo a cada um investigar se, e por que, a alma não deixou a casa dos pais.
 
*Orlando Costa é Formado em Comunicação Social, Coaching e Programação Neurolinguística
 
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por Orlando Costa

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