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A eficácia da acupuntura na gestação

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03.10.2019 - 10:23:49
 
Goiânia – A acupuntura é uma especialidade médica, reconhecida no Brasil pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) desde 1995. Técnica que se originou da medicina tradicional chinesa, expandiu-se e com crescentes novas evidências científicas validando seu uso, e tornou-se uma das terapias mais populares do mundo. 
 
Usar qualquer medicamento na gravidez é sempre motivo de insegurança, principalmente nos três primeiros meses da gestação, quando muitas substâncias podem levar ao aborto espontâneo. Como alternativa para aliviar eventuais desconfortos, a acupuntura pode ser extremamente benéfica durante esse período.
 
Dentre as ferramentas disponibilizadas pelo médico acupunturiatra, as agulhas são tradicionalmente as mais conhecidas. Com a ampliação da especialidade, recursos como eletroestimulação e auriculoterapia francesa vem ganhando espaço, trazendo ainda mais impacto na qualidade de vida dos pacientes e mais alívio para seus desconfortos.
 
Comprovações científicas dão todo o embasamento necessário para a utilização da acupuntura para o alívio dos sintomas desagradáveis que acometem as gestantes. Como a emêse gravídica ou as náuseas do primeiro trimestre, as dores musculares e articulares, a diminuição de edemas no fim da gestação até o próprio parto, ajudando na indução do trabalho de parto. 
 
Ao final da gestação, muitas mães começam a se submeter às sessões de acupuntura com a intenção de dar início às contrações uterinas (esse estímulo é indicado somente após a 38ª semana). As dores do parto também são reduzidas através do tratamento a partir desse período.
 
A acupuntura é grande aliada até durante a amamentação do bebê. Muitos motivos levam algumas mulheres a enfrentar dificuldades para amamentar, como nervosismo, ansiedade, cansaço, privação de sono. Como a acupuntura ajuda a aliviar tudo isso, pode também contribuir para o sucesso do aleitamento materno. 
 
Outro benefício curioso é conseguir ajudar a reverter situações onde o bebê está sentado ou na transversal, uma das maiores preocupações quando a mulher opta pelo parto normal. 
 
E o melhor disso tudo é que o risco da acupuntura na gravidez é praticamente nulo quando a técnica é realizada por um profissional qualificado, já que literatura e as evidências científicas colocam acupunturiatra na condução dos principais tratamentos. Na gestação em especial, o médico acupunturiatra também é corresponsável por fornecer saúde e prevenir/evitar riscos. Portanto, ter conhecimento pleno do que fazer, e também do que não fazer, é fundamental. A gestante se beneficia com o tratamento de maneira global com efeitos diretos e indiretos. 
 
Temos que valorizar a sensibilidade do profissional que deve se dedicar a compreender o contexto humano mãe-bebê. E nós, acupunturiatras, sermos gratos pelo privilégio e oportunidade de sermos tão úteis em uma fase tão especial.  Acreditar que estamos trabalhando não apenas para aliviar os sintomas da gestante, mas principalmente sendo instrumento de auxílio na formação de um novo ser, construindo um mundo melhor!
 

*João Paulo Bittar é médico acupunturiatra (CRM: 12565) e vice-presidente do Colégio Médico de Acupuntura de Goiás (CMA-GO)

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por João Paulo Bittar

*Mônica Parreira é repórter do jornal A Redação

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