A Redação
Goiânia – O Teatro Goiânia recebe, nos dias 1º e 2 de outubro, a partir das 20h, a montagem da ópera A Décima Quarta Estação. A regência musical do espetáculo é do maestro Eliseu Ferreira, na condução da Orquestra Sinfônica de Goiânia. O Coro Sinfônico é regido por Katarine Araújo, e a direção cênica é de Jonatas Tavares. Os ingressos custam R$ 20 (inteira).
A versão original da obra Décima Quarta Estação é um conto escrito por Miguel Jorge, publicado no livro Avarmas, editora Ática, em São Paulo, no ano de 1980. O livro foi premiado no III Concurso Nacional de Contos, realizado pela Caixa Econômica Federal e pela Secretaria de Cultura do Estado de Goiás. Recentemente, a história, que se passa no interior de Goiás, foi adaptada para ópera pelo próprio autor.
O farmacêutico Antero vivia num mundo violentamente contrário às suas aspirações humanitárias e políticas. Definido como homem focado nas expressões verdadeiras do bem fazer, distribuía remédios aos que necessitassem. Então, ainda nesta ótica, surge a figura do Coronel Rufino, o mandachuva, que, por ciúmes e pelo temor de perder o poder político ao simples farmacêutico, mandou prendê-lo e açoitá-lo pelas ruas até a última estação, a décima quarta.
Para Miguel Jorge, uma ópera é a ocasião para se debater teatro, música, dança, literatura, em uma análise positiva em termos culturais. “É mais que uma obra aberta em execução”, disse. “Quando escrevi o libreto transpondo para o palco essa tragédia em quatorze estações, pensei também numa visão mais ampla do que acontecia em tempos passados, numa tradição ampla que concebe a universalidade dos conceitos humanos”, revelou o escritor.