Yuri Lopes
Goiânia – A política de atração de empresas para Goiás através de incentivos fiscais é vista como positiva para 74,3% dos goianos, segundo pesquisa encomendada pela Associação Pró-desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial Goiás), ao Instituto Fortiori. O levantamento foi apresentado em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (21/5), na sede da associação, em Goiânia.

Da esquerda para a direita, o conselheiro da Adial Goiás, Alberto Borges de Souza; o presidente Otávio Lage e o vice-presidente financeiro, Cesar Helou (Foto: Letícia Coqueiro/ A Redação)

(Foto: Letícia Coqueiro/ A Redação)
Outro defensor da política de incentivos fiscais promovida pelo Estado de Goiás é o conselheiro e vice-presidente financeiro da Adial Goiás, Cesar Helou, dono da Piracanjuba. "Os incentivos fiscais que o Estado deu no passado foram extremamente importantes para Goiás, na geração de emprego e riquezas. A Adial Goiás luta para mostrar para a sociedade que o incentivo fiscal não é uma renúncial fiscal, mas uma atração de investimentos e empregos, nada além disso", declarou Cesar.
O estudo apresentado pela Adial mostra que as principais razões apontadas pelos goianos que apoiam a política de incentivos fiscais são a geração de novos empregos, a melhoria da renda dos trabalhadores, aumento da arrecadação e maior desenvolvimento para as cidades que recebem as indústrias.
Após sinais de que revisaria a política de incentivos fiscais, ainda antes de assumir como governador, Caiado enfrentou forte reação do setor industrial goiano. O estudo revelado nesta terça mostra que a maioria da população (92,7%) concordam total ou parcialmente que é melhor o Governo de Goiás receber uma parte dos impostos das indústrias do que perdê-las para outros estados.
A pesquisa qualitativa foi realizada em Goiânia, Anápolis, Rio Verde e Catalão. Já a quantitativa foi feita em mais de 40 municípios goianos. Ambos os levantamentos foram realizados no final de abril, e possuem 95% de confiabilidade.