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Campanha alerta para riscos de hipertensão entre jovens e adolescentes

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17.05.2019 - 11:35:05
 
A Redação
 
Goiânia – Comemorado no dia 17 de maio, o Dia Mundial da Hipertensão deste ano alerta sobre os riscos da doença entre adolescentes e jovens adultos. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), alertam que 51% das mortes por AVC e 45% das mortes por problemas cardíacos no mundo estão relacionadas à hipertensão.

Neste dia também são concentradas campanhas de divulgação de dados sobre prevenção e esclarecimentos sobre a doença que é uma condição clínica multifatorial anormal caracterizada pelo aumento – por longo período – da pressão que o sangue faz para circular pelas artérias do corpo.

 
“Dentre os fatores de risco para a Hipertensão Arterial Sistêmina (HAS) estão a idade aumentada, nível socioeconômico baixo e, claro, maus hábitos de vida, como a obesidade e alto grau de IMC (Índice de Massa Corpórea), sedentarismo, estresse, ingesta de álcool e sódio (sal), tabagismo, sono inadequado e outras variáveis. Por ser um fator predisponente, a obesidade é responsável por 20 a 30% dos casos de hipertensão. E o acúmulo central de gordura, com depósito no abdome/tronco, é o que oferece maiores riscos à saúde como um todo. A perda de peso ajuda na redução da pressão arterial”, afirma a médica endocrinologista Fernanda Braga.
 
Grupos de risco
Apesar da incidência de HAS aumentar linearmente com a idade, existem muitos casos de pacientes com menos de 30 anos com a doença. É preciso investigar as causas secundárias que, normalmente, estão relacionadas a algum desequilíbrio hormonal. Exemplos são: hiperaldostetonismo (aumento da aldosterona, substância produzida na glândula adrenal); feocromocitoma (tumor das células cromafins, tipicamente localizado também na glândula adrenal); Síndrome de cushing (excesso de cortisol); acromegalia (excesso do hormônio GH); hipertensão renovascular (alteração das artérias renais); alterações da tireoide e apneia obstrutiva do sono (distúrbio possivelmente grave em que a respiração para e volta diversas vezes).
 
Sintomas, prevenção e tratamento
Segundo a médica, a hipertensão não costuma apresentar sinais ou sintomas. “Quando estes aparecem podem já ser uma manifestação de lesão em algum dos órgãos alvo (coração, cérebro, rins, olhos e vasos sanguíneos) ou situações que chamamos de urgência e emergência hipertensivas. A urgência ocorre quando a pressão está elevada com condição clínica estável e pode ser revertida com medicação via oral. Já a emergência se dá com a elevação crítica da pressão arterial e quadro clínico grave, com lesão progressiva de órgãos-alvo e risco de  morte, exigindo imediata redução com medicação por via parenteral”, explica Fernanda. As complicações da pressão alta são AVC, aneurismas, demência vascular, retinopatia hipertensiva e ceegueira, nefropatia hipertensiva e insuficiência renal, infarto agudo do miocárdio e insuficiência cardíaca.
 
A prevenção primária se dá através de hábitos saudáveis como praticar atividade física, controlar o estresse, não fumar, não ingerir álcool e manter uma alimentação adequada com consumo de frutas, verduras, carnes magras, evitando o consumo de sal em excesso. Exceto quando provocada por causas secundárias (que quando investigadas e tratadas adequadamente proporciona a cura), a pressão alta  é apenas controlada através de tratamento com medicação para toda a vida. Muitos hipertensos abandonam a medicação e a pressão volta a subir. Por isso é tão importante visitar o médico regularmente e ficar atento aos hábitos de saúde para evitar complicações.
 
12 por 8
A medição da pressão é feita por um aparelho chamado esfigmomanômetro, posicionado em volta do braço, e um estetoscópio para ouvir os sons do peito e é apresentada em milímetros de mercúrio (mmHg). O primeiro número é a pressão sistólica (máxima), registrado quando o coração libera o sangue e não deve ultrapassar 12 mmHg. O segundo valor é a pressão diastólica (mínima) cujo valor ideal é em torno de 8 mmHg.
 
Diante da preocupação mundial com a doença, entidades americanas como a Associação Americana do Coração e o Colégio Americano de Cardiologia baixaram – de 14 por 9, para 13 por 8 -, o limite para considerar um paciente hipertenso. A partir desse número já existe risco de ocorrerem lesoes nos órgãos alvo, como o coração, cérebro (os AVCs são umas das leões mais comuns), rins, olhos e vasos sanguíneos.
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por Yuri Lopes

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