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Esporte como promoção de oportunidades

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16.04.2019 - 14:07:00

O esporte é uma das formas mais bonitas formas de integrar e alegrar pessoas. Pequenas ou grandes competições sempre atraem muitas pessoas, que buscam na atividade um entretenimento ou mesmo uma forma de manter o corpo e a mente ativos.
 
À frente do esporte universitário de Goiás, pude ver estádios e ginásios lotados de gente entusiasmada, que marca presença para apoiar todas as modalidades locais. Por outro lado, percebo a carência de competições. Prova disso é que os ingressos para as partidas de basquete da Seleção Brasileira e da Liga das Nações na capital foram rapidamente esgotados. 
 
As histórias de superação são muitas em todo o Brasil. Trazer uma criança para as quadras, piscinas ou tatames é, muitas vezes, sinônimo de tirá-las no mundo das drogas, da promiscuidade e da marginalidade. Mais que isso, é oferecer uma oportunidade de sonhar, pensando numa carreira e contribuindo com o desenvolvimento corporal, o que também significa saúde para os atletas.
 
Os benefícios são inúmeros, movidos pelos sonhos e pela esperança. Esporte não tem idade, pode ser para crianças, jovens, adultos ou idosos. Todos podem participar e serem valorizados. Hoje, podemos ver alguns torneios voltados para o público máster (acima de 50 anos). Um avanço e tanto, mas que não nos faz fechar os olhos para as oportunidades de crescer e ampliar ainda mais os horizontes desportivos.
 
Apesar de tantas vantagens, necessitamos de políticas públicas para o esporte brasileiro. Em alguns momentos esse poder transformador é esquecido e há negligência com relação à construção e manutenção de ginásios. As iniciativas privadas também precisam apoiar esse segmento, oferecendo patrocínios e suporte que vão além do viés financeiro.
 
Temos inúmeros exemplos de goianos que se destacam em competições nacionais e até mesmo internacionais e ainda assim não conseguimos apoio da iniciativa privada. É importante que esse segmento também possa patrocinar os atletas de forma direta, sem depender do governo.
 
Recentemente, o esporte nacional se surpreendeu com a notícia de que a Caixa não iria mais realizar os repasses dos recursos das loterias federais (Lei Piva) ao Comitê Olímpico do Brasil (COB). Felizmente o Ministério da Cidadania voltou atrás e solicitou o retorno desse repasse.
 
A justificativa do rompimento é de que os recursos das loterias não configuram verba pública. O problema está relacionado a uma dívida de cerca de R$ 200 milhões da antiga Confederação Brasileira de Vela e Motor, que esteve entre 2006 e 2012 sob intervenção do COB após denúncias de corrupção e má administração.  Assim, o COB é indicado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional como corresponsável pelo passivo ao lado da atual CBVela. Por isso, o COB não teve emitida a Certidão Negativa de Débitos (CND) e com isso fica impossibilitado de receber verbas públicas. 
 
Uma situação como esta coloca em instabilidade toda a cadeia esportiva nacional, gerando instabilidade e prejudicando projetos sérios e comprometidos com o desenvolvimento dos atletas. O esporte não é seletivo, mas abrangente. Quanto mais pessoas envolvidas, melhor. Cada um em sua modalidade de preferência e de vocação, ocupando um espaço importante e sem prejudicar os demais colegas. Essa deve ser a base de todas as relações, com apoio mútuo de entidades públicas e privadas.
 
Logo mais teremos os Jogos Goianos Universitários. Com certeza, veremos quadras, piscinas e salas cheias, não só de atletas, mas de entusiastas, que movimentam e trazem alegria. O Estado de Goiás é um celeiro de grandes atletas em todas as modalidades esportivas e tenho orgulho da forma como eles representam nosso estado.
 
*Lusimar Santos é presidente da Federação Goiana de Desportos Universitários (FGDU).
 
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por Lusimar Santos

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