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Cálculo Renal: Diminua os riscos com dieta

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08.04.2019 - 20:32:51

Goiânia – A cólica renal é uma das piores dores que o ser humano pode experimentar e, muitas vezes, é desencadeada por um cálculo. Dados apresentados pela Sociedade Brasileira de Urologia – Seção São Paulo, no último mês, mostram que os cálculos renais são altamente prevalentes em todo o mundo e vem aumentando nos últimos anos, devido às mudanças de hábitos. 
 
Estima-se que até 13% da população mundial possui cálculos renais e, no Brasil, esse índice é da ordem de 5%.
 
A formação do cálculo ocorre por um complexo evento, em cascata, que pode estar relacionado a fatores genéticos, ambientais ou climáticos, bem como à idade, raça, baixa ingestão de líquidos, sedentarismo e hábitos alimentares equivocados. O risco multiplica-se quando se soma a doenças como diabetes, hipertensão, obesidade, infecções urinárias, distúrbios endocrinológicos e alteração anatômica das vias urinárias.
 
Os cálculos podem ter em sua composição: oxalato de cálcio, hidroxiapatita, ácido úrico, estruvita, cistina, entre outros componentes. Não vamos detalhar métodos diagnósticos nem as formas de tratamentos, que devem ser personalizadas a partir de uma consulta urológica. Por outro lado, destacamos hábitos que podemos praticar e, assim, diminuir o risco de formar um cálculo urinário e suas consequências, como por exemplo: cólica renal, insuficiência renal, infecções, diálise e até a morte. 
 
Seguem algumas dicas de bons hábitos e alimentação:
 
– Pratique esporte;
 
– Beba muito líquido, especialmente água. O suficiente para uma urina amarela clara. Esta é a atitude mais importante para diminuir o risco de formar pedras nos rins.    Bebidas açucaradas (refrigerantes, sucos industrializados, cafés especiais, chás e bebidas alcoólicas) não são boas opções e podem aumentar o risco de pedras nos rins;
 
– Deve-se moderar a ingestão de proteína animal, incluindo carne, peixe, frutos do mar, aves e ovos. O ideal é associar com maior frequência fontes de proteína baseadas em plantas, como lentilhas, ervilhas, feijões, soja e nozes; 
 
– Limite a quantidade de sódio que você ingere (alimentos industrializados e o sal branco). Substitua o sal por ervas, especiarias, temperos, limão, alho, gengibre e pimenta.
 
– Coma mais frutas cítricas, legumes frescos, grãos integrais, leite e iogurte.
 
Em casos de cálculo de oxalato de cálcio (o mais comum), limite os alimentos ricos em oxalato (espinafre, quiabo, beterraba, acelga, carambola, trigo, frutas secas, chocolate), mas não deixe de consumi-los em pequenas quantidades. Muitos desses alimentos são escolhas saudáveis. 
 
Quando comer alimentos ricos em oxalato, coma-os com alimentos ricos em cálcio (leite e derivados, sardinha, amêndoas, agrião, semente de linhaça e gergelim, farinha de soja, grão de bico, amendoim). O cálcio e o oxalato unem-se nos intestinos, reduzindo a formação de pedras.
 
Consultar um nutricionista e praticar esportes são recomendações úteis, mas é o Urologista que vai realizar o diagnóstico preciso e orientar a melhor forma de tratamento.
 
*Dr. Marco Aurélio Lipay, Doutor em Urologia pela Universidade Federal de São Paulo. Título de Especialista em Urologia pela Sociedade Brasileira de Urologia, membro Correspondente da Associação Americana de Urologia.
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por Marco Lipay

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