A Redação
Goiânia – Em 240 páginas, Gisele Bündchen conta ao grande público memórias de sua trajetória em busca de mais propósito para sua vida, no livro “Aprendizados – Minha caminhada para uma vida com mais significado". A obra foi lançada nos Estados Unidos no mês passado chega ao mercado brasileiros pela Editora BestSeller, com preço médio de R$44,90.
Se para o público que a acompanhava nas passarelas e nas capas de revistas, ela estava sempre linda, para sua família alguma coisa não ia bem. Aquela mulher que parecia a perfeição em pessoa encontrou a cura para a síndrome de pânico na ioga.
O livro conta ainda com pitadas motivacionais e o leitor conhecerá a mulher por trás de Gisele e dicas para construir uma vida com propósitos.
Confira abaixo dois trechos do livro:
“Uma intenção que tento pôr em prática todos os dias é levar a vida com o máximo de consciência possível – de mim mesma e de tudo que acontece ao meu redor. Isso significa estar totalmente presente em todos os momentos da minha vida enquanto eles estão acontecendo. Acho que o autoconhecimento é uma das coisas mais importantes da vida. Mas é claro que se trata mais de um processo contínuo do que uma meta. Na adolescência, a maioria de nós acredita que já sabe tudo o que há para saber sobre nós mesmos (e talvez sobre todo o resto – é só perguntar aos seus pais). Mas, alguns anos depois, quando pensamos na nossa versão adolescente, temos a sensação de que estamos observando outra pessoa. Afinal de contas, quem era aquela garota?”
"Aquela foi provavelmente a noite em que passei a me dissociar, a começar a pensar na Gisele modelo como ela. Porque a menina que finalmente surgiu na passarela não era ninguém que eu conhecia, ela era muito mais confiante e forte que eu. Poucos minutos antes, eu chorava tanto que as lágrimas estavam borrando toda a maquiagem. Eu era uma boa menina. Era meio moleque. Era alguém eu sentia vergonha de ter seios grandes desde a puberdade. Eu era a garota que morria de medo de que a família ficasse com vergonhas dela e que nunca mais falasse com ela. Eu estava apavorada. Treinei meu olhar para focar numa única luz no fim da passarela – e entrei. Naquela noite, ninguém viu a garota de 18 anos tímida, assustada, envergonhada e insegura. Em vez disso, viram uma mulher forte e confiante desfilando na passarela. Ela conseguiu desfilar com um salto absurdamente alto sobre um piso extremamente escorregadio. Ela não cometeu um erro sequer. Ela não caiu. Ela deu a impressão de que não estava nem aí para nada. A chuva fez a maquiagem preta dos olhos escorrer pelo rosto, então ninguém poderia saber que ali, além água da chuva, havia lágrimas”.