A Redação
Goiânia – Nos dois blocos intermediários do debate, os candidatos foram questionados por três jornalistas – Giuliano Cabral, Carol Matos e Almir Costa. Zé Eliton foi confrontado com os desafios que terá para melhorar ainda mais os índices da segurança pública em Goiás. Novamente defendeu a tese de que o problema, que é nacional, passa por uma reforma na legislação penal. “A legislação penal é arcaica, incentiva a criminalidade na medida em que você permite que o bandido preso fale para o policial que vai sair uma semana depois”, comentou.
Zé Eliton retomou a crítica àqueles candidatos que “prometem resolver o problema com uma varinha de condão mas que estiveram no Senado, na Câmara dos Deputados há anos, mais de 30 anos, e não se tem notícia de um projeto que tenham apresentado para mudar essa realidade”. Ele defende a necessidade de se construir presídios “mesmo porque essa demanda ficou contingenciada ao longo de muitos anos na estrutura administrativa brasileira”.
O candidato entende ser preciso trabalhar com ações transversais – educação, segurança, planejamento urbano com praças, com área de lazer, com todos os conjuntos e ações para se ter uma segurança melhor.
O governador candidato à reeleição também defendeu as ações de seu governo e do ex-governador Marconi Perillo para a área da saúde. Começou reiterando o sucesso do programa Terceiro Turno, que visa acabar com a espera por uma cirurgia eletiva.
“Construímos a rede hospitalar estadual que tem mais de 90% de aprovação entre os usuários”, reafirmou ao pedir que as pessoas prestem atenção na atribuição de cada governo. “É importante fazer a diferenciação entre o que é responsabilidade do Estado e o que que é responsabilidade do município”, salientou.
No confronto de opinião sobre as OSs na saúde com o representante do PSOL, Wesley Garcia, o candidato do PSDB disse que as Organizações Sociais vão continuar em seu futuro governo “porque são um exemplo de absoluto sucesso e referência para o Brasil”, chamando a atenção de “vários estados brasileiros” que enviaram representantes a Goiás com o objetivo “de conhecerem o modelo que estamos implantando aqui”.
Zé Eliton garantiu que “quem vai ou quem foi no HUGO, no HUGOL, no CRER, no HGG, em todos hospitais estaduais, sabe do que eu estou falando” ao lembrar que, quando precisou, procurou o HUGOL, que atende as pessoas gratuitamente. “Lá fui muito bem atendido com padrão excelência de qualidade como ocorre em todos os hospitais estaduais”, elogiou, ao reconhecer que é preciso avançar na modernização das ações. “É justamente por isso que proponho o programa Fila Nunca Mais, para ampliar o atendimento”.
Ao falar sobre ações para o fortalecimento dos municípios e o desenvolvimento econômico de todas as regiões, o governador destacou o programa Goiás na Frente, que prevê nove bilhões de investimentos dos quais R$ 500 milhões destinados aos municípios para promover o desenvolvimento local. “As obras, os investimentos, quem define são os prefeitos que conhecem a realidade de seus municípios e justamente por isso têm condição de aprimorar e de aplicar melhor esses recursos no desenvolvimento local”.
Zé Eliton disse que em seu governo houve o fortalecimento dos Arranjos Produtivos Locais – APL – “que fazem parte de um capítulo específico do nosso plano de governo”. Destacou que irá fortalecer as atividades que são próprias de uma região, por exemplo a APL da Cachaça e o eixo de desenvolvimento de confecções. “Nós temos políticas claras de desenvolvimento regional”, sublinhou.
Ele falou também sobre o programa habitacional do governo, cuja meta é a de construir 34 mil moradias até o final do ano. “Já entregamos aproximadamente 10.000 unidades e as demais estão em fase de execução nos diversos cantos do Estado”, garantiu.
Para o próximo governo, o compromisso é entregar escrituras das casas às famílias mais simples “em cada canto desse Estado. Vamos entregar as escrituras e incrementar o programa Goiás Solar para atender aos programas habitacionais”.
Zé Eliton declarou ainda que tem compromisso com políticas que visam a proteção da mulher e sua valorização. “Vamos estabelecer uma política que valoriza as mulheres”, reiterou, ao lembrar que escolheu a professora Raquel Teixeira para candidata a vice-governadora.
Abordou o crime de feminicídio, para ele “uma questão que nos causa perplexidade e consternação”. Entende que esta “não é uma questão apenas e tão só relativa à Segurança Pública, “mesmo porque você não tem como colocar um policial dentro de cada lar”. Por isso, entende ser necessário “que se crie um ambiente que encoraja a mulher a fazer a denúncia, a expor os seus problemas; criar uma rede de proteção que possa avançar”.
Como medida concreta já tomada para minimizar o problema, o governador lembrou ter feito, com o Poder Judiciário e com Ministério Público, um programa de orientação nas plataformas de embarque e desembarque de passageiros”, contando com promotores de Justiça atuando nesta área.
“Mas temos um desafio muito grande, que é nacional, talvez mundial. Não adianta falar que vou ter varinha de condão para resolver esse problema da noite para o dia. Não será verdade. Nós temos que enfrentar preconceitos, enfrentar questões culturais, enfrentar uma série de problemas que afetam o dia a dia da sociedade brasileira”, advertiu.
Ao debater com a candidata do PT, Kátia Maria, sobre a importância e o alcance dos programas sociais, Zé Eliton recordou que o ex-presidente Lula se inspirou no Renda Cidadã e no Bolsa Universitária, programas criados nos governos de Marconi Perillo, para instituir o Bolsa Família e o Prouni. “Ele destacou publicamente que a inspiração para criar o Bolsa Família foi o Renda Cidadã e inspirou-se na Bolsa Universitária para criar o Prouni”.