A Redação
Goiânia – "Tem candidato que promete melhorar a segurança como um passe de mágica, mas nunca fez nada para combater a violência”. Foi o que afirmou o governador José Eliton, candidato à reeleição, nesta sexta-feira (14/9). Ao apresentar as propostas para a área da Segurança Pública, o governador detalhou também as medidas já adotadas. Zé Eliton disse que quando comandou a Secretaria de Segurança Pública "já era perceptível a curva descendente dos indicadores de violência no Estado", a exemplo do que mostram os últimos indicadores de criminalidade, divulgados nesta quinta-feira, 13, no Ranking Nacional de Competitividade, anunciado hoje em São Paulo, em que Goiás avançou seis posições no que diz respeito à segurança Pública.
Zé Eliton disse que no quesito segurança pública não existe “passe de mágica”. “Tem candidato que chega aqui e fala que vai resolver da noite para o dia, mesmo porque segurança é um tema complexo, que envolve sistema penitenciário, envolve a legislação brasileira. Tem candidato que está há 30 anos no Congresso Nacional e não se tem notícia de nenhuma lei que tenha feito em relação à segurança”.
Zé Eliton enfatizou que o estado avança no sentido de garantir aos cidadãos a “sensação de segurança”. Foi por isso, explicou ele, que foi criado o Batalhão de Terminais, para da segurança às pessoas que utilizam o Eixo-Anhanguera em Goiânia. “Nós reduzimos em 79% as ocorrências no Eixo-Anhanguera e em 53% em todas as plataformas de embarque e desembarque na Região Metropolitana de Goiânia”, afirmou Zé Eliton, ressalvando que tomou essa decisão política por ter andando muito de ônibus quando era estudante em Goiânia. “A minha primeira agenda como governador foi justamente estabelecer um trabalho para tranquilizar as pessoas que saem de cada todo dia, um dia após o outro”.
O candidato voltou a pregar que um dos maiores desafios do país, além do combate à criminalidade, diz respeito ao sistema prisional. Lembrou que esta semana os jornais noticiaram uma fuga em massa de detentos de um presídio de segurança máxima num estado no Nordeste brasileiro. “Esse é um fenômeno que existe em função de décadas de política deliberada e ideológica de desencarceramento”, reclamou, mostrando-se contrário ao uso de tornozeleiras eletrônicas, um modelo que a seu ver “incentiva a criminalidade”.