A Redação
Goiânia – O modelo de gestão adotado pelos governos de Marconi Perillo (2011-2018) e Zé Eliton (2018) que alavancou a Educação Pública Estadual do 16º sexto para o primeiro lugar no Índice de Educação Básica (Ideb) em menos de 10 anos é tema do artigo desta terça-feira (11/9) da jornalista Míriam Leitão no jornal O Globo. Intitulado "Estados que Ensinam", o artigo analisa os caminhos escolhidos pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura (Seduce) para "deslocar São Paulo" e liderar, por duas vezes, a qualidade do ensino-aprendizagem no Brasil.
"É preciso aprender com os Estados que avançaram no Ideb. Não se pode ignorar o tamanho no nosso atraso, mas como a desistência não é uma opção, é fundamental olhar os bons exemplos. Goiás e Espírito Santo foram os destaques do ensino médio este ano e a análise dos dois casos mostra uma mistura de melhora da gestão com maior foco nos fatores socioemocionais", afirma Míriam.
"O Espírito Santo e Goiás se alternam em indicadores. Os capixabas tiraram a melhor nota em proficiência, e os goianos a maior taxa de aprovação. Os dois fizeram um bom trabalho", afirma ela. "O Espírito Santo estava em 10º lugar em 2013, foi para quarto lugar em 2015 e agora chegou ao segundo. Goiás saiu do 16º lugar em 2009 para o quinto em 2011. Em 2013, ficou em primeiro, mas em 2015 caiu para segundo e em 2017 voltou ao primeiro, deslocando São Paulo", conta.
A colunista entrevistou o ex-secretário de Educação de Goiás, o deputado federal Thiago Peixoto, que comandou a Seduce entre 2011-2014, para entender como ele, Marconi e Zé Eliton saltaram da 16ª para a 1ª posição no Ideb. "Thiago conta que a mudança começou com melhor gestão: 'Implantamos um plano de reforma e de adoção de boas práticas. Sempre se diz que investimento em educação só se vê a longo prazo. Quis inverter essa lógica e buscar o resultado a cada dia'", relata o ex-secretário à colunista.
Thiago prossegue afirmando que "havia 29 mil professores efetivos e 14 mil não estavam na sala de aula, tivemos que mudar isso" e que, por determinação de Marconi, Goiás criou "um sistema de bônus para o professor que não faltasse e fizesse planejamento de aula". E observou: "Além disso, o sistema passou a ter foco no aluno". "Thiago conta que fizeram grande investimento em modelos pedagógicos e na formação de diretores", reporta Míriam Leitão.
Leia, abaixo, a íntegra do artigo: