Goiânia – Jovens advogadas e advogados, na faixa dos 20 a 35 anos, marcaram presença maciça no happy hour promovido pelo pré-candidato à Presidência da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de Goiás (OABGO), advogado Pedro Paulo de Medeiros, na noite da última quarta-feira (05), em seu escritório político, no Setor Oeste.
De acordo com a organização do evento, cerca de 400 pessoas estavam presentes. Na ocasião, Pedro Paulo falou sobre seus planos para a advocacia jovem ou em início de carreira e teve a oportunidade de ouvir, diretamente deles, quais suas principais demandas.
“Tenho algumas prioridades para esse nicho da advocacia e destaco, de início, duas: a fixação urgente de piso salarial e a derrubada da cláusula de barreira, prevista no Estatuto da Advocacia e da OAB, que impede os advogados com menos de cinco anos de inscrição de ocuparem cargos na Ordem”, adiantou aos jovens profissionais, na ocasião.
Pedro Paulo disse ainda ter sofrido na pele com a cláusula de barreira porque, desde a faculdade, sentia vontade de participar da política classista e, no entanto, teve de esperar cinco anos, após seu registro na Ordem, para finalmente poder se candidatar a algum cargo eletivo. “Não vejo sentido na cláusula de barreira. Vocês, jovens advogadas e advogados em início de carreira tem de ter respeitado seu direito de participação”.
Pedro Paulo também relembrou, os presentes, que o atual presidente da OABGO, Lúcio Flávio Siqueira de Paiva, assinou a Carta de Goiânia, documento emitido durante o 36º Colégio de Presidentes das Subseções da OABGO, o qual repudiou projeto de lei que tramitava no Senado Federal, a pedido do conselheiro federal Leon Deniz, para que fosse derrubada a cláusula de barreira.
“Vejam bem: na campanha de 2015, Lúcio Flávio prometeu lutar contra a cláusula de barreira. Depois de eleito, repudiou a luta contra a cláusula de barreira. Virou as costas à advocacia jovem. Não farei isso” garantiu.
Piso Salarial
Para Pedro Paulo, não basta que seja fixado o piso. É necessário que ele seja digno. “A advocacia em inicio de carreira precisa ser valorizada e motivada a seguir em frente. Muitos desistem porque, por incrível que pareça, muitos escritórios chegam a pagar o salário mínimo o que, pessoalmente, considero inadmissível”, bradou.
Ele afirmou que, em maio deste ano, solicitou reunião com o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), José Vitti, e outros parlamentares, ocasião em que, acompanhado de representantes da jovem advocacia goiana, pediu apoio para aprovação do piso salarial da advocacia.
“Curioso é que, até então, o presidente da OABGO, Lúcio Flávio, não havia feito absolutamente nada pelo piso salarial, mesmo tendo sido, essa, uma de suas promessas de campanha. Mas bastou eu ir à Alego para que ele, dias depois, convocasse audiência pública para discutir o assunto e propor a retomada do Projeto de Lei relativo ao piso”, relembrou.