Na madrugada de sábado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiu o registro da candidatura de Lula, que foi proibido de participar, como candidato, de atos de campanha ou da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Haddad relembrou as decisões de um braço da Organização das Nações Unidas (ONU) que defendeu participação de Lula na disputa enquanto o mérito dos questionamentos da defesa do petista não são julgados no órgão, o que deve acontecer apenas no ano que vem. "Nós temos de esgotar todos os recursos internamente para que a ONU chegue a julgar o mérito oportunamente", disse.
Haddad aproveitou também para se defender da denúncia do Ministério Público de São Paulo pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e quadrilha. A acusação da Promotoria é um novo desdobramento da investigação envolvendo a UTC Engenharia, de Ricardo Pessoa, que teria pago uma dívida de R$ 2,6 milhões da campanha de Haddad em 2012 à Prefeitura com recursos de caixa 2. "Eu lamento que o Ministério Público se deixe usar para que um empresário corrupto se valha da vingança contra mim", disse Haddad.
Segundo o petista, sua administração na Prefeitura de São Paulo teria contrariado interesses do empresário, o que despertou a vingança. Haddad também colocou em xeque a data da denúncia. "O MP poderia ter oferecido essa denúncia há três anos, mas ofereceu agora, a um mês da eleição", afirmou. (Agência Estado)