Adriana Marinelli
Goiânia – Deflagrada na madrugada desta quinta-feira (30/8) para combater roubo de veículos e de cargas em Goiás, Pará, Mato Grosso, Rondônia e São Paulo, a Operação Zayn resultou na prisão de 33 pessoas. Logo nas primeiras horas de ação, também foram apreendidos 60 caminhões e 15 carros de luxo nos cinco Estados. Segundo informações da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (Decar), responsável pela operação junto com a PRF e o Ministério Público, dos 33 detidos, 25 foram presos em Goiás. Drogas e armas também foram apreendidas na ação de hoje.
"Trata-se de uma quadrilha que agia de forma organizada. Eles dividiam as funções e usavam 'iscas', que eram mulheres de boa aparência, para atrair os motoristas dos caminhões nas rodovias. Elas pediam carona para as vítimas e, depois disso, outros membros da organização criminosa agiam", conta o delegado Alexandre Bruno, da Decar, ao citar que os motoristas eram sequestrados.
Após o roubo, os caminhões era levados para galpões no Sul do Estado, onde outros membros do grupo criminoso realizada o trabalho de descaracterização dos veículos. "Quase sempre essas pessoas eram de São Paulo. Entre outras coisas, faziam a adulteração dos chassis", explica o delegado Alexandre. O prejuízo provocado pela organização criminosa gira em torno de R$ 4 milhões.
As investigações que resultaram na Operação Zayn duraram cerca de dois anos e, segundo a polícia, pelo menos 22 pessoas envolvidas nos crimes foram presas nos últimos meses. Mesmo com a prisão desses membros do grupo, a organização criminosa continuava agindo normalmente e de forma orquestrada.
Anápolis
A grande maioria das pessoas presas no Estado foram detidas na cidade de Anápolis. Apontado como o cabeça da quadrilha no Estado, Pedro Joaquim Batista foi preso recentemente na cidade, onde ele é dono de uma transportadora e de uma empresa de pneus. No local, a polícia apreendeu hoje carros com sinais de identificação adulterados e documentos, que ainda serão analisados.
Pedro Joaquim, segundo a Decar, era o responsável por levar as mulheres até as rodovias para render os caminhoneiros e , depois disso, parar os rastreadores do caminhões.