A Redação
Goiânia – Com uma taxa de 20,8%, a terceira maior do Brasil, a produção industrial goiana registrou o maior crescimento da história em junho, na comparação com maio. O Estado ficou atrás apenas do Paraná (28,4%) e Rio Grande do Sul (25,6%). O índice médio de todos as unidades da Federação foi de 13,1%. Apenas dois Estados registraram taxa negativa, Espírito Santo (-2%) e Amazonas (-1,1%), de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), compilados pelo Instituto Mauro Borges da Secretaria de Gestão e Planejamento (IMB/Segplan).
"Esse crescimento da indústria goiana impacta positivamente na atração de novos investimentos e na geração de empregos. É, também, uma demonstração da confiança dos empresários na economia do Estado”, afirma o secretário de Desenvolvimento (SED), Leandro Ribeiro. Ele cita que, apenas na reunião do Conselho Deliberativo do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), realizada na manhã desta quinta-feira (09/08), foi aprovada a liberação de mais de R$ 239 milhões para as áreas empresarial e rural.
Os técnicos do IMB/Segplan atribuem esta alta taxa de crescimento da produção industrial de Goiás, e da maioria dos Estados brasileiros, ao fim da greve dos caminhoneiros que impactou sobremaneira na economia nacional no mês de maio último. Em maio, a indústria goiana reduziu em 2,1% a sua produção. Isso refletiu no acumulado do ano numa queda de -3,2%, embora nos últimos 12 meses, o índice esteja positivo em 2,1%.
O aumento de 20,8% da produção industrial de Goiás, em junho, foi puxado pela fabricação de produtos químicos (36,9%), de produtos de minerais não-metálicos (cimento, telhas e outros) em 24,9%, de biocombustíveis e derivados do petróleo em 2,3% e de produtos de metal (7,5%). A fabricação de produtos alimentícios – que é o carro chefe da indústria goiana – caiu 5,8%, em junho na comparação com o mesmo período do ano passado.
O presidente da Associação Pró-Desenvolvimento de Goiás (Adial-GO), Otávio Lage Filho, confirma que a indústria goiana está reagindo, apesar das indefinições políticas, para atender a demanda do mercado. “Muitas empresas voltaram a investir para suprir a capacidade ociosa. Estamos otimistas”, afirma. Ele cita que o setor sucroenergético (etanol, açúcar e energia) deverá crescer 5% este ano.
O empresário Moacir Lázaro de Melo, da Plumatex Colchões, garante que a pesquisa do IBGE que mostra o crescimento da indústria goiana condiz totalmente com a realidade. “Estamos superando a crise, com mais profissionalismo, e este ano nossa produção de colchões deverá aumentar em 10%, ultrapassando os 2 milhões de peças/ano.
Já o diretor da Geolab Indústria Farmacêutica, Georges Hajjar Júnior, está ainda mais otimista com os rumos da economia goiana e nacional e anuncia um aumento de 20% na produção de medicamentos genéricos este ano, na comparação com 2017. Ele revela que a atual empresa, localizada no DAIA, já trabalha com 95% da capacidade instalada.
Mas para atender a demanda do mercado, a empresa vai construir uma nova unidade em Anápolis, com investimentos de R$ 250 milhões. Inclusive, anuncia ele, já solicitamos uma linha de crédito junto ao FCO e apoio do Governo através do Programa Produzir. Na nova fábrica serão priorizados novos produtos, sobretudo para substituir os importados, e fabricar remédios para o mal de Parkinson, Alzheimer, os oftalmológicos e outros de uso contínuo para doenças do pulmão e inalantes. “Nos próximos anos a Geolab estará entre as 10 maiores empresas brasileiras de medicamentos. Seremos conhecidos não apenas como uma empresa de medicamentos, mas, principalmente, como uma empresa que inova, sempre”, garante Hajjar Júnior.