A Redação
Goiânia – Em encontro com economistas e investidores do mercado financeiro na XP Investimentos, em São Paulo, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) afirmou nesta segunda-feira (2/7) que os empreendedores e os trabalhadores brasileiros estão diante do desafio de eleger um novo governo comprometido com as reformas estruturantes capazes de recolocar o Páis na rota do crescimento sustentado.
"A nossa responsabilidade é muito grande nesse momento. Não podemos apostar em aventuras. Temos de retomar os rumos do Brasil e garantir uma nova perspectiva de desenvolvimento, estabilidade econômica, reformas estruturantes e uma nova e responsável plataforma de programas de resgate e inclusão social", disse Marconi, que é coordenador político da campanha do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) para a Presidência.
O ex-governador foi convidado pela XP a falar sobre perspectivas econômicas e políticas para 2018, tendo em vista as eleições gerais de outubro, em que os brasileiros ecolherão deputados estaduais, deputados federais, dois terços do Senado, governadores e presidente da República. Marconi disse que, apesar das movimentações e debates em torno de um presidente de terceira via, a perspectiva é de que PSDB e as forças representadas pelo PT novamente polarizem a corrida para o Palácio do Planalto e protagonizem o segundo turno. "PSDB e PT vão disputar o segundo turno. O sistema político brasileiro, mundialmente falando, não se move na velocidade que muitos protagonizam", disse Marconi.
"Se olharmos o mapa de votos do Brasil, encontramos as justificativas para compreendermos as previsibilidades de nossas eleições e o porquê da afirmação segundo a qual PSDB e PT vão definir as eleições no segundo turno de 2018: 50% dos votos válidos das últimas eleições estão concentrados no Estado de São Paulo e no Nordeste. São Paulo é o reduto do PSDB e parte do Nordeste é o reduto do PT", afirmou. "O mapa dos votos se distribui entre três partidos: o PSDB governa cinco Estados, com 34% dos eleitores; o MDB, cinco Estados, com 24%; e o PT, cinco Estados, com 21% dos eleitores", observou.
Segundo Marconi, nesse cenário "é muito difícil que candidaturas ditas de terceira via ou outsider consigam fazer movimentos bruscos ou de sensibilizar eleitores conservadores independentes dos programas de governo". "A nossa responsabilidade é muito grande nesse momento. Não podemos apostar em aventuras. Temos de retomar os rumos do nosso país e garantir uma nova perspectiva de desenvolvimento, estabilidade econômica, reformas estruturantes e uma nova e responsável plataforma de programas de resgate e inclusão social", disse.
"Temos a oportunidade de virar a página e não vejo outra saída senão uma grande aliança do PSDB e das principais lideranças políticas do País com o mercado econômico, os investidores, os empreendedores, os ecossistemas de inovação, com seus anjos aceleradores, expressão que traduz os grandes investidores de capital, para garantir novas plataformas políticas, econômicas e de gestão", disse o ex-governador. Marconi disse que o PSDB assume a responsabilidade de ser o protagonista e condutor político desse processo, construindo uma aliança capaz de representar esse anseio por mudanças que garantam a retomada do crescimento sustentado.
"O momento agora é de um líder democrático como o Geraldo Alckmin, mais as lideranças políticas e um expressivo representante de mercado com vivência e experiência política como é Henrique Meirelles", disse o ex-governador em sua fala na XP Investimentos. "Isso pode ser a grande inovação, uma nova aliança que garanta desenvolvimento, crescimento econômico e, logicamente, o resgate de nosso Estado de direito democrático para uma nova cultura cidadã que expresse essa potencialidade da sociedade brasileira e do nosso País", disse.