A Redação
São Paulo – O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, afirmou que "ninguém está acima da lei", ao responder sobre a prisão do ex-presidente Lula. A jornalistas durante o Fórum da Liberdade, o tucano avaliou que o momento "é muito triste", mas acrescentou que a justiça precisa ser feita. "Na vida pública, todos têm o dever de prestar contas", declarou.
Mais tarde, ele foi questionado sobre a prisão do ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira. Alckmin negou que o caso possa vir a afetá-lo na disputa eleitoral e disse que o ex-diretor terá que prestar contas. Alckmin se disse contrário a uma mudança no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que possa levar a impedir a prisão após condenação em segunda instância.
Para ele, "se a decisão de segunda instância não tiver efeito, os tribunais viram órgãos de passagem". Ele ainda ressaltou o longo período de tempo transcorrido em recursos, que podem levar à prescrição dos crimes. Sobre a candidatura de Lula, o tucano considerou que quem vai decidir sobre sua inelegibilidade é o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Afirmou ainda que ele deve enfrentar o candidato do PT com "humildade". Alckmin ainda se considerou hoje mais maduro do que quando disputou as eleições contra Lula em 2006. O tucano ressaltou que, na época, Lula era candidato à reeleição e que concorreu "com a caneta cheia".
O ex-governador de São Paulo, que deixou o posto para disputar a Presidência na sexta-feira, considerou que a reeleição criou um desequilíbrio porque não se exige que o cargo seja deixado por quem concorre a um segundo mandato. Alckmin teve que deixar o governo do Estado porque almeja um cargo diferente, mas seu vice, Márcio França, assumiu como governador e se manterá na cadeira enquanto concorre à reeleição. (Agência Estado)