A Redação
Goiânia –
O Ministério Público de Goiás recebeu nesta semana documentos da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) com informações sobre o plano de contingência elaborado para enfrentamento às síndromes respiratórias agudas graves (SRAG), que incluem doenças provocadas por vírus como o H1N1, H3N2 e outros e que estão alarmando a população de Goiânia. O envio com urgência da documentação para o devido acompanhamento da questão foi uma das deliberações de reunião realizada pelo MP-GO no dia 23, na sede da instituição, articulada pelo Centro de Apoio Operacional da Saúde e pela 53ª Promotoria de Justiça de Goiânia.
No plano de contingência são indicadas as tarefas que estão sendo realizadas em relação a uma série de ações que foram acertadas no encontro com o MP-GO. As medidas que estão sendo adotadas incluem a formação do Comitê de Enfrentamento à SRAG, instituído no dia 28; a reorganização de leitos de UTI, enfermaria e isolamento para melhor atender à demanda; a atualização de profissionais da saúde sobre protocolos e manejo clínico na atenção básica; garantia de medicamentos na assistência farmacêutica; articulação de estratégias com as unidades privadas de saúde; a definição da logística para a campanha de vacinação que terá início neste mês, e uma série de outras providências em diferentes setores. O planejamento abrange também um plano de comunicação para a devida informação à população sobre o que está sendo feito no enfretamento às síndromes respiratórias.
Ainda quanto à vacinação, no ofício encaminhado pela SMS, é informado ao MP que a secretaria já requereu ao Ministério da Saúde a vacinação urgente da população da capital, diante do cenário registrado atualmente.
Todas essas estratégias e abordagens foram definidas na reunião realizada pelo MP-GO no dia 23, que contou com a presença do coordenador do CAO Saúde, Eduardo Prego; do promotor Marcus Antônio Ferreira Alves, da 53ª Promotoria de Goiânia; da secretária municipal de Saúde, Fátima Mrué; a superintendente de Vigilância em Saúde de Goiânia, Flúvia Amorim; a superintendente de Vigilância em Saúde do Estado (Suvisa), Maria Cecília Brito, e a gerente de Vigilância Epidemiológica da SES, Magna Maria de Carvalho.
Uma das preocupações do MP-GO, levantadas na reunião pelo coordenador do CAO Saúde, foi em relação à questão dos leitos de UTI para atendimentos dos casos de SRAG. Diante disso, ficou ajustada a melhoria do serviço prestado, com a reorganização dos leitos. Tanto Eduardo Prego quanto o promotor Marcus Antônio enfatizaram a necessidade de uma atuação estratégica visando antecipar medidas em relação a um eventual surto.