Goiás era o 8º estado em produção de etanol, de álcool para veículos e de cana-de-açúcar. Hoje nós somos o 2º. Nós crescemos extraordinariamente nessas áreas todas porque nós criamos um programa, o Programa Produzir, que atraiu os investimentos, que atraiu as indústrias do estrangeiro, que atraiu indústrias paulistas e de outros estados, que vieram para cá por acreditar na segurança jurídica dos nossos programas e por acreditar na competitividade que foi dada por conta desses incentivos ficais que eu defendi e implantei ao longo do tempo. Hoje, nós somos um Estado com uma economia diversificada.
Antigamente, a gente só exportava boi e soja, ou milho e arroz. Hoje, nós produzimos aqui automóveis. Produzimos máquinas agrícolas, máquinas para colheita de cana, produtos farmacêuticos são exportados para o mundo inteiro. Nós, hoje, temos uma relação de importação e exportação com 160 países no mundo. Só tínhamos 40 quando eu entrei no governo. Então, assim, as políticas nossas foram políticas agressivas e que resultaram em consequências muito positivas para a nossa economia. Nós aumentamos o PIB per capita. Aumentamos exponencialmente o número de universidades que formam mão de obra. O governo de Goiás já tem 20 Institutos Tecnológicos para formar mão de obra, mais de 60 Colégios Tecnológicos. E nós saltamos de oito faculdades, universidades, para mais de 80 agora. Houve uma explosão de modernidade, de avanços na área científica, tecnológica, na inovação e na área da pesquisa."
No período em que eu estou à frente do governo, nós investimos muito também em inteligência. Criamos a Sala de Comando e Controle da Secretaria de Segurança Pública. Investimos muito na formação dos servidores, em todas as polícias. Investimos nas promoções. Fizemos dezenas de milhares de promoções. Vamos abrir um novo concurso para mais 2 mil policiais e nós temos feito a nossa parte. Agora, eu reclamo sempre que o Governo Federal precisa fazer a sua parte fechando as fronteiras do Brasil com os 12 países vizinhos.
O problema maior da insegurança hoje está relacionado às drogas. As forças armadas, com ajuda da Polícia Federal, precisam ajustar um esquema contra as armas contrabandeadas e as drogas. Nós estamos pedindo esse ministério (da Segurança) há anos e, felizmente, ele veio. Mas precisa vir com recursos, precisa passar dinheiro para os estados construírem mais presídios de segurança máxima porque hoje toda a segurança do cidadão é de responsabilidade exclusiva dos governos estaduais. O Governo Federal não põe dinheiro. Para você ter uma ideia, de 2011 para cá, o nosso governo investiu mais de R$ 16 bi em segurança pública. O Governo Federal colocou R$ 150 milhões. Então não é nada. É menos de 1% do que o Governo do Estado investiu. E nós temos investido muito. Em 2011, o orçamento da segurança pública em Goiás era de 9,5%. No ano passado, já foi de 14,5%. Então, nós temos investido em estratégia, investido em recursos, investido em armamentos, em contratação de mais policiais e inteligência. É por isso que todos os indicadores baixaram nos últimos 20 meses.
Nós estamos com um trabalho muito duro na área da segurança pública. Eu duvido que alguém no País tenha uma estratégia mais acertada do que essa. Agora, não dá para o Estado sozinho bancar tudo. E principalmente, se nós tivermos recursos federais para ampliarmos ainda mais os policiais, nós teremos condições de dar maior efetividade a esse trabalho que está sendo realizado. Mas é preciso, repito, cuidar das fronteiras. O Ministério da Segurança precisa ter esse compromisso. Nós temos dezenas de milhares de homens nas forças armadas. O Brasil não tem guerra com nenhum País. Por que não coloca pelo menos 1/3 desses homens e mulheres nas fronteiras para vigiar a entrada de drogas e de armas? Aí é que está o mal. Aí é que está a raiz do problema! Eu criei em 2013 a polícia de divisas, Comando de Divisas (COD) aqui em Goiás. De lá para cá, nós já prendemos mais de 100 mil kg de drogas. É uma polícia que fica nas divisas de Goiás com os outros estados. Imagina se nós tivermos uma polícia de fronteiras para valer, mesmo? Nós vamos diminuir muito essas estatísticas."
Então nós temos feito o nosso trabalho. Nós investimos R$ 90 milhões por mês no custeio da Saúde. Eu não tenho dúvidas de que nós fizemos o dever de casa, e muito bem feito, no que diz respeito à Saúde estadual. Agora, por que a saúde é um problema no Brasil? É que o SUS, o Ministério da Saúde, paga uma mixaria com internação pelo SUS, médicos, UTI’s. Eles pagam um faz de contas, R$ 6,00 por internação. Nenhum hospital privado consegue atender por esse valor. Ou seja, o Ministério da Saúde, no SUS, não correspondem às nossas expectativas e a da população.
Por outro lado, os municípios têm muitas dificuldades. Se tivesse colocado OS’s nos Cais, nos Postos de Saúde, nos CIAMS, com certeza a Saúde teria melhorado muito também nos municípios. Como ela não é boa na atenção básica, na área de Urgência e de Emergência nós temos feito a nossa parte. Principalmente na área de alta complexidade. O HGG por exemplo faz um ótimo trabalho. Nessa questão do H1N1, o HDT é um dos melhores hospitais de infectologia do Brasil. Os nossos enfermeiros dos hospitais públicos recebem hoje três vezes mais do que recebem nos hospitais privados.
Eu não tenho dúvida de que o que nós fizemos na saúde pública em Goiás, na saúde pública estadual, foi uma revolução e isso se deu porque nós tomamos a decisão de chamar o setor privado, as OS’s, para administrarem com os recursos do Estado. As pessoas não pagam, mas a gente tem uma administração de primeiro nível. Sobre a gripe H1N1, o secretário de Saúde já tem disponibilizado os medicamentos, o Tamiflu. Já estamos, inclusive, disponibilizando para todo o interior, para todas as secretarias municipais, estamos aguardando a vacina do Ministério da Saúde, que deve chegar no dia 23. Nós pedimos para o Ministério da Saúde antecipar essa liberação das vacinas. Criamos um comitê de gestão de crise para poder orientar a população em relação a este tema relacionado à Saúde."
Um Estado onde nós tínhamos apenas 17 quilômetros de rodovias estaduais duplicadas, que era de Goiânia a Trindade, nós estamos chegando a 400 quilômetros de rodovias duplicadas. Todas as saídas de Goiânia têm hoje iluminação, duplicação e em quase todas, ciclovias. Era um estado que tinha 12 estações de tratamento de esgoto e hoje tem 80 estações de tratamento de esgoto. Era um Estado que precisava de 3 anos e meio de arrecadação para pagar a sua dívida externa e hoje precisa de menos de 1%. Um Estado que tem as suas obrigações em dia. São 1.152 escolas funcionando bem, e nós estamos entre os três primeiros no Ideb, tanto no Ensino Fundamental I quanto no II e no Ensino Médio.
Um Estado que multiplicou muito o que se paga hoje na área de Segurança Pública. O aumento médio na Educação foi de mais de 500% e na Segurança foi em momentos superior a 700%. É um Estado onde nós conseguimos cumprir as nossas obrigações em relação à infraestrutura, cuidamos do social, com 200 mil bolsas universitárias, 100 mil alunos formados pela UEG, mais de R$ 1 bilhão com gastos e investimentos sociais por ano, mas um Estado que cuidou da sua infraestrutura."
Por outro lado, nós já estamos contratando também o linhão que vai ligar o Mauro Borges até a região mais alta de Aparecida de Goiânia. Até o ano que vem nós teremos essas obras concluídas. Temos hoje um sistema, que é o sistema Mauro Borges, que tem a capacidade de atender a população da Região Metropolitana até o ano 2050. Uma obra de quase R$ 1 bi, que eu comecei no ano de 2001 e que, felizmente, foi entregue no ano passado. Com essas obras complementares nós vamos deixar, por exemplo, quando a gente não tiver problema de seca no Meia Ponte, nós vamos deixar o Meia Ponte exclusivamente para atender Goianira e Trindade, e o Mauro Borges (João Leite) vai atender toda a região de Goiânia e Aparecida de Goiânia, já que Senador Canedo tem o Sistema Municipal de Abastecimento.
Também estamos atuando com muita firmeza, através da SECIMA, em relação àqueles clandestinos que captam a água do Meia Ponte sem autorização, sem outorga, e ainda estamos revendo também as outorgas que já existiam. Há todo um planejamento para que nesse ano a gente não tenha problema. Todas as providências foram tomadas e o que os técnicos da Saneago garantem é que não haverá problema neste ano."
Agradeço muito a Deus pelas oportunidades que tive ao longo do tempo como governador de Estado, agradeço ao povo de Goiás por ter me dado essa oportunidade. E eu só quero dizer uma coisa: eu trabalhei como ninguém nesse período todo para que a gente pudesse entregar um Estado muito melhor, como estamos entregando. Esse ano eu já estou há três meses, com uma agenda de domingo a domingo, entregando mais de 4 bilhões de reais em obras e investimentos em todos os cantos de Goiás. Eu estou fazendo 180 visitas nesse período de três meses. Isso tudo é resultado de todo um esforço que foi feito.
Agora o Zé Eliton vai concluir nosso governo até 31 de dezembro, e ele vai continuar as obras que estão em andamento, vai continuar os programas, os serviços que estão em andamento. Estou muito feliz porque consegui trabalhar muito, realizar o máximo que foi possível, e enfrentar a maior crise da história do Brasil com criatividade, sem que os serviços, os servidores, sem que o Estado fosse afetado de uma forma mais contundente. Eu acho que é um resultado muito positivo e eu agradeço a todos por essas oportunidades que tive. Goiás é um Estado muito mais moderno, é um Estado respeitado no Brasil e no mundo, graças a toda essa interação que houve entre o poder público, as prefeituras, o setor privado e todas as instituições."