Yuri Lopes
Goiânia – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso determinou a quebra do sigilo bancário do presidente Michel Temer (MDB) no inquérito que investiga irregularidades na elaboração da Medida Provisória 595, conhecida como a MP dos Portos.
A Assessoria da Presidência da República disse ao Jornal Nacional que Michel Temer não cometeu nenhuma irregularidade sobre este caso.
A decisão de Barroso também permite investigação de dados financeiros de João Baptista Lima Filho (o coronel Lima), José Yunes e Rodrigo da Rocha Loures, todos amigos do presidente Temer.
Antonio Celso Grecco e Ricardo Mesquita, dono e executivo da Rodrimar, respectivamente, também terão seus sigilos bancários quebrados.
Esta é a primeira vez na história do Brasil que um presidente no exercício do mandato tem os seus dados financeiros abertos por ordem judicial.
Entenda o caso
O presidente Temer é investigado por suspeita de ter agido em favor da Rodrimar no Porto de Santos, através da MP 595. O então diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, concedeu uma entrevista à Agência Reuters, em fevereiro, onde indicou que o inquérito que investiga irregularidades na MP poderia ser arquivado.
Após a entrevista, Barroso solicitou explicações por parte do diretor da PF. Desde então, a situação de Segovia ficou insustentável e ele foi exonerado do cargo no final de fevereiro.