Michelle Rabelo
A construção de um alcoolduto em Goiás voltou à pauta do Estado na tarde desta quinta-feira (8/3). O projeto, assinado pela Logum, empresa especializada em logística de transporte de combustíveis, foi apresentado durante um almoço no Palácio das Esmeraldas. O governador Marconi Perillo, representantes do governo e 36 empresários do setor sucroenergético de Goiás participaram do evento.
A obra, que se aprovada tem previsão para ser concluída até 2014, custará cerca de 6,5 bilhões dólares, dinheiro que virá de investimentos privados. Reuniões individuais deverão acontecer ao longo do mês.
A ideia é implantar dutos para transportar etanol até Paulínia (SP), passando pelos municípios de Itumbiara (GO), Rio Verde (GO), Quirinópolis (GO), Jataí (GO) e Uberaba (MG). Depois da cidade paulista, o etanol segue para o porto de Caraguatatuba, de onde poderá ser comercializado nos mercados da região Sudeste e despachado para o exterior. As obras do trecho do alcoolduto entre Paulínia e Ribeirão Perto já foram iniciada e a ideia é integrar o sistema com outros mercados produtores, neste caso, Goiás que é o 2º produtor de etanol do País.
Segundo Marconi, a parceria entre a Logum e os empresários atuantes na produção do álcool e do açúcar é de grande importância. A obra pode vir a ser um dos maiores investimentos desta década em Goiás. O presidente do Sindicato das Indústrias de Fabricação de Álcool do Estado de Goiás (SIFAEG), André Baptista Lins Rocha, destacou pontos positivos com a construção dos dutos. Haverá 20% de redução nos custos de transporte do etanol, menor emissão de poluentes, menos desgaste das rodovias, aumento da produção e diminuição do tempo gasto para disponibilizar o produto aos grandes centros consumidores do País, especialmente o Eixo Rio-São Paulo.
Segundo André Rocha, a receptividade dos empresários foi "extremamente positiva". Marconi quis demonstrar que Goiás apoia politicamente a ideia, alegando que a desapropriação e o licenciamento ambiental não serão problemas, caso o projeto saia do papel. "São inúmeras as vantagens. Haverá o aumento na competitividade, atração de mais indústrias para o Estado, geração de renda e consequentemente, de mais empregos", pontua o presidente.
Perguntado sobre o preço do litro do etanol, que voltou a subir em Goiânia nesta quarta-feira (7/3), o presidente responsabiliza o período de entresafra. Em vários postos da capital, o combustível é vendido a R$ 1,99, aumento de 11 centavos em relação à média de R$ 1,88, medida na capital pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural, e Biocombustíveis (ANT) na semana passada.