Catherine Moraes
Os corpos dos cinco integrantes de uma família que morreu em um acidente de trânsito na Flórida, nos Estados Unidos, chegaram a Brasília na manhã desta sexta-feira (17/2). De lá, as vítimas serão trazidas para Goiânia por carros funerários e a previsão é de que cheguem por volta de 14 horas. O velório será realizado na Igreja Luz para os Povos do Parque Amazônia, na capital, e o enterro acontecerá no sábado (18/2), no Cemitério Parque Memorial, na GO-020.
A previsão inicial é que os corpos chegariam na última quarta-feira (15/2), mas a data foi adiada porque o governo da Flórida não havia liberado o documento comprovando que as mortes foram por acidente e não por motivo de doença. Assim, não era possível liberar a certidão de óbito.
Acidente
O acidente rodoviário aconteceu em uma autoestrada em Gainesville, no norte da Flórida (EUA) e deixou dez mortos no último dia 29 de janeiro. Integrantes de uma mesma família, José Francisco do Carmo Júnior, de 43 anos, a esposa Adriana Ferreira Souza do Carmo, 39, e as filhas Letícia Souza do Carmo, 17 e Lidiane Souza do Carmo, 15 estavam em um mesmo veículo. Destes, apenas Lidiane sobreviveu e está internada. Junto com eles estavam o irmão de José, Edson José do Carmo, 38, e a mulher, Rosélia Fagundes, 40, que também não sobreviveram.
A família havia participado de uma conferência evangélica em Orlando e retornava para a sede do Ministério Internacional da Restauração em Atlanta, na Geórgia, onde José Júnior era pastor, quando o acidente aconteceu.
Sobrevivente
A adolescente que sobreviveu, Lidiane, permanece internada em uma unidade de saúde dos Estados Unidos. Segundo o pastor Alonso Oliveira, amigo da família, a jovem teve fraturas na coluna, quebrou costelas e um braço, que foi engessado. Nesta manhã ela passa por uma cirurgia para colocação de um pino após retirada do gesso do membro superior. Além disso, foi necessária a retirada do baço de Lidiane, que deve permanecer no hospital pelas próximas duas semanas.
“A primeira coisa que ela disse foi que queria permanecer nos Estados Unidos. Ela mora lá desde que tinha dois anos de idade e tem um tio materno que reside no país. Entramos com um pedido de guarda legal e esperamos a decisão judicial”, afirma o pastor. Alonso garante ainda que a menina está bem, já voltou a andar e não teve a medula afetada.
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