A Redação
Goiânia – Ainda se recuperando das sequelas físicas causadas pelo atentado a bomba sofrido em julho deste ano em Goiânia, o advogado Walmir Cunha concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira (27/12). Na ocasião, Walmir comentou sobre a prisão dos suspeitos de enviar explosivos para o seu escritório no último dia 15 de julho, no Setor Marista. O advogado disse que não guarda nenhuma mágoa pessoal contra os agressores, mas que é difícil acreditar que exista alguém que seja capaz de um “ato tão hediondo contra uma pessoa".
“As ameaças até existem, mas não posso achar isso normal, e também não podemos conceber que alguém seja capaz de arquitetar um crime desses, que colocou em risco não só a minha vida, a de vários funcionários do meu escritório, entre eles a minha recepcionista que estava grávida”, relembrou.
Durante encontro com os jornalistas, Walmir anunciou que está elaborando um manifesto com cinco medidas sugestivas para promover a segurança dos advogados. Dentre as medidas sugeridas no documento está a qualificação de atentados contra a vida e a integridade física dos operadores do Poder Judiciário como crime hediondo, e a autorização do porte de arma para advogados que comprovadamente esteja correndo risco de morte em função de sua atividade profissional.
“Só quem passa por uma situação dessas compreende onde estão as falhas jurídicas que podem corroborar para ações de retaliação profissional, como a que aconteceu comigo”, disse.
O advogado se diz confiante de que a Justiça vai ser feita. “Tenho certeza que nosso Judiciário terá uma atuação brilhante, assim como o teve a nossa polícia ao investigar o caso de uma forma muito competente e isenta”, afirmou Walmir.