A Redação
Goiânia –
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO) concedeu entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (23/11) para apresentar nota técnica elaborada pela autarquia sobre o viaduto da avenida Jamel Cecílio com a avenida H, no Jardim Goiás, em Goiânia. A recomendação do Conselho é que seja proibido o trafego de caminhões sobre o viaduto.
“Não recomendamos a passagem de veículos pesados como caminhões de carga por ali, até que seja realizada a recuperação adequada. Com o tráfego apenas de veículos leves, não há nenhum risco imediato para o viaduto”, assegurou o conselheiro do Crea-GO, Ricardo Veiga.
(Foto: Crea-GO)
Durante a coletiva, o presidente do Crea, Francisco Almeida, explicou que um grupo de engenheiros do Conselho elaborou um laudo técnico sobre a estrutura do viaduto. Segundo o presidente, na visita ao local, foi detectado que o trabalho de manutenção realizado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Goiânia (Seinfra) era inadequado.
"Solicitamos a paralisação do serviço realizado pela prefeitura até que haja um projeto de recuperação adequado, uma vez que a manutenção é apenas uma medida paliativa", ressaltou Francisco Almeida.
(Foto: Crea-GO)
“Além das providências administrativas, o Crea passará a tomar, neste e em outros casos, providências legais, por meio da Justiça e do Ministério Público do Estado de Goiás. Também cabe ao Crea, enquanto defensor dos direitos da sociedade, cobrar dos entes públicos que seja realizado um trabalho de qualidade, com gastos controlados”, disse ainda o presidente.
O conselheiro Ricardo Veiga, afirmou que, na visita realizada no dia 18 de novembro, já foi possível constatar “um grau significativo de agressão à estrutura, sendo necessário que se faça um estudo adequado e, a partir dele, se desenvolva um projeto de recuperação. A atual situação do viaduto não é mais de uma simples manutenção, mas de recuperação”, destacou.
Ricardo explicou que, no local, foi possível observar falhas na capa de concreto, rupturas e oxidação em armaduras, mas que é necessária uma pesquisa mais aprofundada, por meio de ensaios laboratoriais, para verificar o grau de comprometimento da estrutura.
(Foto: Crea-GO)
“Com essa definição, será possível elaborar um projeto de recomposição do concreto e da armadura agredidos, que pudemos observar visualmente. Há a necessidade de uma intervenção significativa no local”, afirmou, reforçando que o trabalho realizado pela Seinfra apenas mascara o problema.