A Redação
Goiânia –
O governador Marconi Perillo lançou nesta quinta-feira (17/11), na Vila Finsocial, em Goiânia, o programa Pacto Social Pela Vida. A ação de governo prevê a realização de Conferências Municipais de Segurança Pública em 21 cidades da região metropolitana da capital e do interior do Estado, onde concentram 89% dos crimes contra a vida e o patrimônio.
A primeira Conferência do novo programa foi presidida pelo vice-governador e titular da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP), José Eliton, em Trindade, e agora chega a Goiânia.
Na abertura da Conferência, o governador ressaltou que é muito importante o envolvimento da comunidade no combate a criminalidade. “É uma ação permanente”, disse, ao explicar a presença física das polícias nos bairros. Na Vila Finsocial serão realizadas 23 reuniões de grupos de trabalho com a comunidade local.
Em seu discurso Marconi observou que muitos generalizam ao falar de segurança pública, em função da sensação de medo. Segundo ele, Goiás investiu este ano quase R$ 3 bilhões na área, garantindo infraestrutura para as polícias Civil e Militar.
“O governo brasileiro também tem de investir em segurança pública”, reclamou Marconi. O governador também destacou que, no caso da região noroeste de Goiânia, os investimentos do governo estadual não se limitam à segurança, mas também à infraestrutura, saneamento e saúde, como foi a construção do Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol) e a construção de 600 quilômetros de rede de esgoto na região.
O vice-governador José Eliton destacou a importância do envolvimento da sociedade numa ação articulada com o poder público. Segundo ele, essa é a principal característica do Pacto Social Pela Vida. Em sua fala, o secretario de segurança pública, que preside o pacto, explicou que o programa, coordenado pela SSPAP, une diferentes órgãos públicos, das esferas federal, estadual e municipal em torno de cinco grandes eixos de atuação: prevenção social; segurança cidadã, intervenção urbana e ambiental; inteligência e estratégia; e repressão qualificada.
José Eliton reforçou ainda suas críticas ao sistema penitenciário nacional, insistindo na necessidade de mudanças jurídicas e reestruturação urgentes. Também defendeu o endurecimento da legislação penal, de forma a evitar a reincidência criminal. “Ninguém aguenta ver criminosos praticando crimes com a certeza da impunidade nesse país”, arrematou o vice-governador.