Rafaela Bernardes
Goiânia –
"A ocupação cumpriu um papel, mas esse papel já se esgotou. Não há como continuar ocupando os prédios depois da decisão judicial", disse o reitor da Universidade Federal de Goiás, Orlando Amaral, em entrevista ao jornal
A Redação nesta quinta-feira (17/11). O reitor também falou sobre a decisão da Justiça Federal de Goiás da última quinta-feira (10), que determinava a desocupação dos prédios da universidade em um prazo de 24 horas.
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Dos 20 prédios ocupados pelos manifestantes,16 deles foram desocupados depois da decisão da Justiça. Em Goiânia, ainda estão ocupados o Instituto de Estudos Sócio-Ambientais (Iesa) e o Centro de Aulas Aroeira, ambos no campus Samambaia. Em Catalão, dois prédios também continuam ocupados pelos alunos.
Segundo Orlando, a postura da reitoria da UFG sempre foi de diálogo com os manifestantes. Ele ressalta ainda que os alunos estão cientes das consequências de desobedecer a determinação judicial. "Eles sabem do protocolo da Justiça. A qualquer momento a polícia pode chegar para retirar os manifestantes. Ainda estamos dialogando, mas eles sabem que a decisão judicial deve ser cumprida", disse.
Sobre os conflitos registrados entre manifestantes, professores da universidade e demais alunos o reitor explica que durante os 23 dias de ocupação ocorreram vários incidentes deste tipo, inclusive uns que não foram tornados públicos. Para ele, há uma polarização na universidade.
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"Quase todos na UFG são contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Teto, mas essa forma de manifestação é condenada pela maioria. E isso gera conflitos. Tivemos muitos episódios que não foram divulgados", declarou o reitor.
A decisão judicial do juiz Euler de Almeida Silva Júnior fixou multa R$ 5 mil por pessoa para cada ocupação em caso de descumprimento da decisão.