Jairo Macedo
Fotos: Adalberto Ruchelle
Passa o tempo, mudam as equipes, mas a definição do clássico entre Goiás e Vila Nova segue a mesma. Tranquilidade esmeraldina, sina colorada. Neste sábado de sol no Serra Dourada, o Verdão bateu o Tigre pelo placar de 3 a 1 na primeira partida entre as duas equipes neste ano. Os colorados foram voluntariosos, mas não tiveram qualidade o suficiente para fazer frente ao adversário. No Goiás, o futebol nem foi tão incrível assim, mas foi o bastante para vencer com todos os méritos.
Com o resultado, o Goiás segue isolado na liderança do Goianão. Venceu em todas as rodadas até aqui e contabiliza nada menos que 12 gols em três jogos. Resta ao Vila Nova ficar de olho nos quatros jogos que complementam a rodada neste domingo (29). Ao menos por enquanto, a equipe é a 4ª colocada. O técnico Roberto Cavalo balança mais do que nunca no cargo e, quem sabe, até alguns jogadores, que mal chegaram, já podem ir embora.
Muita briga, pouco futebol
Mal começava a partida e, nas arquibancadas, a pancadaria corria solta. Mesmo sem uniformes e torcendo para o mesmo time, torcedores da Esquadrão Vilanovense e Sangue Colorado conseguiam a proeza de se desentender.
Em campo, não demorou para o Goiás tomar a dianteira. Já aos 7 minutos, David cruzou na área para Ernando. Este escorou de cabeça para Amaral, dentro da pequena área, estufar a rede adversária.
Na sequência, pouca reação do Tigrão. Os esmeraldinos dominaram amplamente o meio de campo. Os meias Rondinelly e Ricardinho bem que tentavam, mas não há desafogo na criação vilanovense. O lateral Assis não ajuda na marcação e, na frente, faz investidas sofríveis.
Goiás amplia
Dessa forma, não deu outra: o segundo gol do Periquito veio aos 23 minutos, dessa vez pelos pés de Felipe Amorim. Ele recebeu na linha de fundo e alçou na área para Marcos Paulo, que cabeceou bonito. Júlio César defendeu a primeira, mas o próprio Marcos Paulo aproveitou o rebote e marcou o segundo do Goiás.
Daí para frente, calmaria para os esmeraldinos. A equipe de Enderson Moreira “cozinhou” a partida até o fim da primeira etapa. De perigo por parte dos colorados, apenas dois lances. No primeiro, Rondinelly bateu aos 37 minutos, mas Harlei estava lá para defender. Em seguida, foi a vez de Dinei chegar livre na área. Na cara do gol, o atacante viu Harlei crescer na sua frente e, confuso, não bateu e não passou para ninguém. Atuação vergonhosa da dupla de ataque do Vila Nova.
Vila faz, Goiás responde
No retorno dos vestiários, três alterações no Serra Dourada. Enderson Moreira, como já é costume, promoveu a entrada do volante Alan Bahia. Marcos Paulo saiu. No Vila Nova, Tiago Irineu e Dinei foram sacados para a entrada de Cairo e Marion, respectivamente.
Um princípio de reação surgiu logo de cara. Aos 3 minutos, Rondinelly bateu falta no meio da área e o atacante Patric fez aquele desvio providencial. A bola cruzou a área, passou por todo mundo e foi morrer na rede esmeraldina.
A alegria colorada, no entanto, durou apenas seis minutos. Foi o tempo necessário para que Egídio, em grande partida, armasse uma tabela na entrada da área com Iarley. O lateral tocou, recebeu e bateu de bico, sem defesa para o goleiro Júlio César.
O desânimo vermelho voltou a tomar conta e o marasmo por chutes isolados de Alan Bahia e Rondinelly. Nos minutos finais, o tradicional "1, 2, 3, o Vila é freguês" seguido por uma inovação. "Ô Lagartixa, a sua hora vai chegar", dizia o torcedor esmeraldino em alusão ao Atlético.
Ficha técnica
Goiás: Harlei; Peter, Rafael Tolói, Ernando e Egídio; Marcos Paulo (Alan Bahia), Amaral, Ricardo Goulart (Netinho) e David (Ramon); Iarley e Felipe Amorim. Técnico: Enderson Moreira.
Vila Nova: Júlio César; Nego, Rafael Vaz (Evandro), Rafael Pedro, e Tiago Irineu (Cairo); Assis, Luís Marques, Ricardinho e Rondinelly; Dinei (Marion) e Patric. Técnico: Roberto Cavalo.
Data/hora: 28 de janeiro, às 17h. Local: estádio Serra Dourada. Árbitro: Eduardo Tomaz. Assistentes: Fabrício Vilarinho e Édson Antônio. Gols: Amaral (7’ do 1° tempo), Marcos Paulo (23’ do 1° tempo), Patric (3’ do 2º tempo) e Egídio (9’ do 2º tempo). Cartões amarelos: Ramon, Tiago Irineu, Marcos Paulo, Peter, Rafael Pedro, Rafael Tolói, Assis. Renda: R$ 132.005. Público: 8.410 pagantes.