A Redação
Goiânia – A Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) apresentou nesta sexta-feira (1º/11) uma associação criminosa responsável por causar prejuízo milionário com aplicação de um golpe conhecido por “arara”. O crime consistia em adquirir empresas em nome de “laranjas”, que contraíam dívidas originárias das mais variadas negociações e que nunca foram quitadas.
Segundo a Polícia Civil de Goiás, R.C.R, 33, Márcio de Almeida, 38, C.M.H, 43, e O.P.S, 53, foram presos no Paraná e em Santa Catarina. Eles usavam nomes falsos durante os crimes.
W.O.S, 21, e N.P.S, 54, faziam parte do esquema e estão foragidas. Odair é um velho conhecido da polícia e possui dezenas de processos por estelionato.
De acordo com a delegada chefe do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (Gref), Mayana Rezende, as investigações revelaram que o grupo se instalou na região metropolitana de Goiânia em setembro de 2015, em uma mansão alugada.
“Eles adquiriram três empresas já em operação no mercado e abriram mais uma filial, no ramo de vidraçaria e de calçados”, conta. “Após realizarem a transferência para o nome de laranjas, aproveitavam do crédito que as empresas possuíam no mercado e começavam a realizar inúmeras compras, como carros, caminhão, motocicleta e lanchas”, afirma a delegada.
O grupo permaneceu na capital por quatro meses, acumulou R$ 1 milhão em compras, levando todos os produtos obtidos de forma fraudulenta e fugiram. Em um dos casos, eles deram um cheque sem fundo a um dono de uma loja de calçados em Edealina, a 120 quilômetros de Goiânia, no valor de R$ 75 mil.
Em outra situação, compraram um caminhão de pequeno porte de um homem em Goiânia. O prejuízo foi de R$ 87 mil. “Ele é muito bom de conversa. Me convenceu por ter adquirido uma loja tradicional na região noroeste da Capital. Achei que era um homem confiável”, lamenta o senhor que não quis se identificar.