Rafaela Bernardes
Goiânia –
A Delegacia do Consumidor (Decon) de Goiás apresentou, na manhã desta quinta-feira (14/10), o resultado de duas operações realizadas nesta semana. A primeira delas, 'Operação Carne Clandestina', deflagrada na última terça (11), foi em parceria com a Agrodefesa. Na investigação, a polícia desarticulou uma fábrica de espetinhos clandestina que funcionava no Setor Santos Dumont, em Goiânia.
(Foto: Polícia Civil)
No local, a polícia apreendeu duas toneladas e meia de carnes bovina, suína e de aves. Os fiscais encontraram as carnes em locais impróprios e as pessoas que trabalhavam na manipulação do alimento não usavam vestimentas adequadas. Segundo o delegado responsável pela operação, Rodrigo Godinho, as condições encontradas eram impróprias para o armazenamento e manipulação do alimento.
"Quando chegamos à residência encontramos pessoas sem camisa, de chinelos e até fumando em meio às carnes. Alguns alimentos apresentavam cor estranha e cheiro forte. O dono da residência não possui nenhuma liberação dos órgãos sanitários para atuar no ramo alimentício", explicou.
A Polícia Civil (PC) dá continuidade às investigações deste caso para saber a procedência das carnes. "Das duas toneladas e meia de carnes que estavam no local, apenas 500 quilos tinham nota fiscal. O restante ainda não sabemos a procedência, mas já descartamos a possibilidade de ser produto roubado".
Supermercado
Já na quinta-feira (13/10) a Decon e o Procon Estadual deflagraram a operação 'Olho Vivo'. Nessa investigação os fiscais encontraram várias irregularidades no supermercado Bretas do Jardim Ana Lúcia, em Goiânia.
No supermercado a polícia encontrou produtos impróprios ao consumo, com prazo de validade expirado, produtos mal acondicionados e em ambientes inadequados. "Essa não é a primeira vez que autuamos este supermercados por irregularidades sanitárias", disse Rodrigo Godinho.
(Foto: Polícia Civil)
Nos dois casos os responsáveis pelos estabelecimentos foram conduzidos à delegacia para prestar depoimento e depois foram autuados. Os suspeitos vão responder por crime contra as relações de consumo.