Diretor-superintendente do Sebrae Goiás, Igor Montenegro explica os benefícios do projeto Crescer Sem Medo (Vídeo: João Unes/A Redação)
João Unes e Adriana Marinelli
Goiânia – Aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados no último dia 4 de outubro, o projeto conhecido como “Crescer Sem Medo”, que altera a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas no país, é comemorado pelo diretor-superintendente do Sebrae Goiás, Igor Montenegro. O projeto assegura importantes direitos aos donos de pequenos negócios, como o aumento do prazo de parcelamento dos débitos tributários e a elevação do teto anual de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI).

“Vejo o Crescer Sem Medo como um grande avanço. O programa vai dar um novo vigor aos pequenos negócios que fazem parte do Simples”, afirmou Igor em entrevista na manhã desta terça-feira (11/9). Ele participou hoje de videoconferência com o presidente do Sebrae nacional, Guilherme Afif, que detalhou as mudanças na Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.
De acordo com o diretor-superintendente do Sebrae Goiás, o Estado tem mais de 450 mil pequenos negócios, e todos serão diretamente beneficiados com as mudanças. “São empresas muito importantes para a economia. 98% das empresas goianas estão no Simples. Esses impactos positivos alcançarão esses negócios e servirão de mola propulsora para o desenvolvimento da nossa economia”, avaliou.
O que muda
Igor Montenegro explica que entre as mudanças está a ampliação da faixa do faturamento dos pequenos negócios para tributação. “Ou seja, essas empresas vão pagar menos impostos. Menos faixas, mais limites para a questão do Simples”. Além disso, conforme detalha o diretor-superintendente, a dívida de quem está no Simples vai poder ser refinanciada em até 120 meses. “Isso vai dar um alívio no caixa dos pequenos negócios”.
(Foto: João Unes/A Redação)
Com a mudança, cria-se também o estímulo à exportação da micro e pequena empresa. Hoje, apenas 1% das exportações brasileiras sai do pequeno negócio. Na Holanda, por exemplo, cerca de 60% das exportações daquele país são de pequenos negócios. “Os fabricantes de bebidas, as pequenas cervejarias, produtores de cachaça de licor, agora vão poder fazer parte do Simples também. Foram muitas mudanças importantes, muitas ainda precisam de regulamentação, mas está tudo muito bem encaminhado”, finaliza Montenegro.