Adriana Marinelli
Goiânia – Bancários de Goiás aderiram à greve nacional e paralisaram as atividades nesta terça-feira (6/9). Além de reajuste salarial, a categoria pede melhores condições de trabalhos e outras reivindicações. De acordo com o Sindicato dos Bancários do Estado de Goiás, 60% das agências goianas, incluindo unidades privadas, estão sem atividades por tempo indetermina. Em Goiânia a adesão foi ainda maior neste primeiro dia: 70% das agências estão de greve.
Algumas cidades goianas estão com todas as agências paralisadas, como é o caso de Uruaçu, Caldas Novas, Cidade de Goiás, Luziânia, Formosa e Bela Vista de Goiás.
"Entre outras coisas, pedimos garantia do emprego, mais segurança para os bancários e clientes, contratação de mais bancários, melhoria na participação dos lucros e melhoria do auxilio alimentação. Além disso, somos contra o avanço das terceirizações", afirma
José Fernandes da Silva, representante do sindicato. Conforme destaca, a categoria reivindica reposição da inflação do período mais 5% de aumento real. O auxílio alimentação chegaria a aproximadamente R$ 14,8, segundo José Fernandes.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) chegou a apresentar a proposta de reajuste de 6,5% sobre os salários, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e os auxílios refeição, alimentação e creche de R$ 3 mil. No entanto, a categoria, que defende que a oferta ficou abaixo da inflação (9,57% em agosto), descartou a proposta.
Durante o período de greve, a orientação do sindicato e da Associação de Bancos de Goiás, Tocantins e Maranhão (Asban) é que os clientes utilizem meios alternativos. Serviços de casas lotéricas, caixas eletrônicos e aplicativos de celular são algumas das opções.