Marcos Araken
Atualizada às 23h04
Goiânia – O primeiro debate entre os candidatos à Prefeitura de Goiânia foi realizado nesta segunda-feira (8/8) na Rádio Interativa. As candidaturas ainda não foram homologadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas foram oficializadas nas convenções partidárias realizadas na última semana. Durante o programa, Vanderlan Cardoso (PSB), Adriana Accorsi (PT) e Francisco Júnior (PSD) responderam a perguntas dos jornalistas José Luiz e Pablo Kossa e questionaram um ao outro. Ao final, enfrentaram perguntas dos ouvintes.
O não comparecimento de Iris Rezende (PMDB) e Delegado Waldir (PR) foi alvo de críticas. O peemedebista informou que não iria participar porque precisa "se preparar melhor", enquanto Waldir mencionou um compromisso na Câmara dos Deputados, em Brasília, no turno da manhã.
“Estranho o delegado Waldir ter sessão apenas quatro da tarde e não poder participar do debate que termina às 8h da manhã”, provocou Vanderlan. “É um momento em que você se expõe e que a população de fato conhece, inclusive essa disposição de dialogar. Se quiser ser o líder de uma cidade, tem de ter disposição de dialogar!”, criticou Adriana Accorsi. “A política é feita por alguns com bravatas, com muita coragem, com muitas frases de efeito, quando está longe da discussão”, afirmou Francisco Júnior.
À emissora, Iris Rezende alegou ainda não estar preparado, já que a candidatura foi lançada "de última hora". O Delegado Waldir, que é deputado federal, justificou a ausência por ter compromisso na Câmara Federal, às 9h da manhã.
Debate
Durante o debate, Pablo Kossa inquiriu Vanderlan por se apresentar como “novo” e fazer coligação com o PSDB. “Sempre fui criticado por não dialogar, por não conversar e sempre entrar nas eleições só. Essa eleição será diferente”, alegou. Sobre as credenciais que possuiu para administrar Goiânia, afirmou que a experiência que adquiriu como prefeito de Senador Canedo são suficientes."O que eu aprendi na vida foi administrar. Com planejamento, com gestão em todas as áreas da administração pública. Tivemos oportunidade de transformar uma cidade que era considerada uma das mais violentas do país, que era apelidada de Senador “Faz Medo”, em uma cidade próspera”, pontuou.
Mesma pergunta foi feita a Adriana Accorsi. A candidata petista afirmou ter acumulado experiência “por sempre acompanhar o ex-prefeito Darci Accorsi”, falecido em 2014, pai de Adriana, que administrou Goiânia de 1993 a 1997. “Darci Accorsi foi o prefeito mais bem avaliado na história de Goiânia”, afirmou. Ela disse que a época em que foi delegada e chefe da Polícia Civil também a credenciam, por tratar de uma atividade que a levou a conhecer os problemas da cidade. “(Sei) como o poder público pode dar uma vida digna para todas as pessoas, para as famílias, para a gente ter uma cidade mais digna para todos”.
Mesmo questionamento foi feito a Francisco Júnior. Ele disse que o fato de ter sido secretário municipal do Planejamento, ocasião em que ajudou a elaborar o Plano Diretor, aprofundou seus conhecimentos sobre a cidade. “Fiz mais de 800 reuniões na época”, lembrou. “Fui vereador, presidente da Câmara, deputado em segundo mandato em Goiânia e escrevi uma monografia de Mestrado sobre Goiânia. A experiência e um relacionamento diário com a cidade me qualificam para disputar”, justificou.