Lucas Cássio
Goiânia – Mais uma vez Goiânia mostrou que tem espaço para todos os estilos musicais, linguagens, tendências e até mesmo sotaques. Prova disso é o Goiânia Noise, que neste ano completa 22 anos. Centenas de pessoas lotaram a esplanada do Centro Cultural Oscar Niemeyer nesta sexta-feira (5/8) e sábado (6) para curtir mais de 20 bandas que se apresentaram no festival, que termina neste domingo (7).
Por lá nada de glamour ou salto alto. Luxo era se sentir bem e estar à vontade. Algumas pessoas dispensaram carros, motos, uber ou táxi e chegaram no festival de bike e até skate.
Na primeira noite de shows, 11 bandas se revezaram nos quatro palcos montados no local. Seis eram goianas, uma paulista e outra do Ceará. O destaque ficou por conta da banda americana The Shrine, da carioca Black Alien e dos mineiros do Sepultura.
Já no sábado, a programação misturou o manguebit da Nação Zumbi com o hardcore melódico do CPM 22, o punk rock do Tequila Baby, o surf rock do Retrofoguetes e o country rock alternativo do Hillbilly Rawhide.
Leo Razuk (Foto: Letícia Coqueiro / A Redação)
Leonardo Razuk (Leo Razuk), da Monstro Discos, que promove o evento, contou que organizar um festival dessa envergadura é um desafio grande. "É sempre muito difícil, cada ano é de um jeito, a gente nunca repente uma forma", disse. Leo garantiu que o festival só se consolidou porque teve a aceitação dos goianos. "Ele está consolidado por dois motivos: nossa persistência em querer fazer e por causa do público que comparece", garantiu.
Bruno Andrade, mais conhecido como Brunão, baixista da banda goiana Overfuzz, já se apresentou no Noise quatro vezes e contou em entrevista ao Jornal A Redação que a empolgação continua a mesma. "Cada vez é melhor do que a outra. A galera está aqui para ver vários shows. É uma vibe muito massa e muito divertido tocar aqui. Cada vez é mais empolgante", afirmou.
A estudante Ketlin Cardoso contou para a reportagem que já participou de tantas edições que nem não soube enumerá-las. "O festival tomou uma proporção muito grande. O Noise está na frente de outros festivais do Centro-Oeste e está abrindo espaço para novas bandas", ressaltou. Também estudante, Gustavo Soboya participou de oito edições do festival e concordou com Ketlin. "O festival evoluiu muito, tanto em questão de estrutura como de programação", ressaltou.
Barbearia, estúdio de tatuagem e de música, food trucks e pista de skate também contemplam as atrações do evento que segue até este domingo (7).
Programação
Neste domingo (7) a programação apresenta o countrycore do Matanza, o funk do Bnegão, o hard rock do Royal Dogs e o hip hop do Cypress Junkies, duo formado por Eric Bobo (Cypress Hill) & DJ Rhettmatic (Beat Junkies).
A programação completa do Goiânia Noise Festival está no
site.
Serviço:
22º Festival Goiânia Noise
Data: Domingo, às 17 horas
Local: Centro Cultural Oscar Niemeyer (Km 0, saída para Bela Vista)
Ingresso: 2º lote: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).