Rafael Zelmann
Goiânia – Falta muito pouco para o início das Olimpíadas do Rio de Janeiro. A partir do dia 5 de agosto a cidade maravilhosa vai sediar jogos e competições de diferentes modalidades esportivas, disputadas entre 206 países. Para um evento de tamanha magnitude, sem dúvidas é necessária uma mão de obra gigantesca e, como ocorreu nas edições anteriores, grande parte do trabalho é realizado por voluntários. Goiás não poderia ficar de fora desse processo.
Maria Paula é uma das proprietárias do Studio Piltates e, além de fisioterapeuta, também é graduada em Educação Física. Apesar de estar em um dos eventos esportivos mais cobiçados do planeta, a empresária acredita que a vontade de ir e aproveitar a oportunidade ímpar tem que ser maior do que todos os empecilhos que podem surgir.
“Todo atleta tem o sonho de participar das Olimpíadas. Joguei handebol durante 20 anos, participando de seleção goiana, do time do Goiás Esporte Clube e quando vi o programa de voluntários quis me inscrever e participar. Acredito que não vamos repetir esse evento no Brasil tão cedo”, disse Maria.
Passagens, estadia e transporte são alguns fatores que devem ser levados em conta em qualquer viagem e no programa de voluntários não é diferente. Segundo Maria, a organização das Olimpíadas disponibilizou um cupom de desconto para a compra de passagens e aconselhou os interessados em procurar vagas em sites que trabalham com a ideia de hospedagem em casas residenciais, como o airbnb.com.br.
Após o desconto e muita procura, Maria adquiriu os bilhetes de voo por R$ 2 mil e pagaria R$500 a diária na cidade maravilhosa pela estadia, mas conseguiu ficar na casa de amigos.
“Vou deixar de trabalhar para estar presente e vou ficar do dia 14 ao dia 19 de agosto. Inicialmente queriam que fossem dez dias de trabalho, mas consegui negociar. O Comitê Olímpico Brasileiro está sendo o intermediário e o processo durou cerca de um ano com cursos e treinamentos. Muita gente diz ‘você é doida de gastar tanto tempo e dinheiro’, mas acima de tudo é uma satisfação pessoal e quem viveu o esporte não consegue abrir mão”, desabafou em entrevista ao AR.
Preocupações
“O evento Olimpíada é muito maior que a Copa do Mundo e serão várias modalidades esportivas, o que dificulta a organização. Todos têm medo do Rio de Janeiro no quesito violência, mas adoro passear e nunca tive problema algum. Atualmente, Goiânia não está muito atrás na violência. Acredito que tudo vai correr bem”, afirma Maria.
Outro receio está relacionado às ameaças de ataques terroristas durante a competição. Recentemente, nas eliminatórias para a Copa do Mundo 2018 ocorreram ataques em estádios e outras regiões da Europa, com destaque para o atentando da boate Bataclan, na França, onde cerca de 130 pessoas foram assassinadas.
“Em relação aos ataques, há o medo. Esses tipos de ataques e atentados são inconcebíveis. Tenho o resguardo, mas o amor ao esporte está suprindo tudo”, finalizou a fisioterapeuta.