Lucas Cássio
Goiânia – Já em operação, o novo Aeroporto de Goiânia (Santa Genoveva), que foi inaugurado no dia 9 de maio, espera pela finalização de detalhes que são essenciais para os usuários que passam pelo local. Lanchonetes, novas vias de acesso e ainda estacionamento coberto são aguardados.
A equipe do jornal A Redação esteve no terminal, conversou com passageiros e também buscou respostas para as estruturas que ainda estão inacabadas.
Vias de acesso
Para ter acesso ao local, a prefeitura de Goiânia instalou faixas de sinalização indicando para a única entrada que existe disponível atualmente. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), as ruas que dão acesso à entrada também receberam algumas intervenções.
Uma das principais mudanças realizadas foi na Rua Caravelas, onde as equipes fizeram o alargamento da via. Já a Rua Marabás teve sua extensão ampliada. As duas pistas e a Avenida Vera Cruz receberam asfalto novo.
Leia mais:
Chuva causa alagamento em novo aeroporto de Goiânia
A Infraero informou ao jornal A Redação que outras opções de acesso ao novo aeroporto serão construídas. “No momento, o Aeroporto de Goiânia conta com acesso apenas pelo Jardim Guanabara. Haverá um outro – provisório – pela BR-153, que será feito pela Triunfo-Concebra, concessionária responsável pela rodovia. Ele atenderá ao público até que um viaduto, que também será executado pela concessionária, fique pronto”, explicou.
(Foto: Lucas Cássio/A Redação)
Procurada pela reportagem, a Triunfo-Concebra informou que o início da construção do viaduto na BR -153, que dará acesso ao aeroporto, depende da liberação do projeto, em análise pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). E ainda ressaltou que não há previsão de entrega. Em relação ao acesso provisório, a concessionária não se manifestou.
Instalações
O prédio possui dois andares e 34,1 mil metros quadrados, com quatro pontes de embarque, 23 balcões de check-in e, segundo a Infraero, são 11 elevadores e quatro escadas rolantes, porém a reportagem só identificou duas elevadores e duas escadas rolantes. Em resposta, a Infraero explicou que os equipamentos que não foram vistos pela equipe do
AR estão nas áreas restritas, por onde circulam os passageiros depois de passar pelo canal de inspeção – raio-x e detector de metal, e de serviço.
No saguão é possível perceber uma estrutura moderna, mas visualmente afetada por uma enorme caixa de água. Apesar dos detalhes, o marqueteiro Neto Leopoldino aprovou a obra. “Em vista do puxadinho como chamavam o anterior, esse novo está excelente”, afirmou.
O primeiro piso do prédio conta com uma farmácia, um quiosque para alimentação e quatro balcões de empresas de locação de carros. A área é nitidamente mais ampla do que a antiga instalação e contém mais de 100 assentos espalhados no local. Ambos os pisos contam com banheiros acessíveis.
No segundo piso, a área de alimentação ainda não está funcionando. A única opção é um quiosque que divide seu espaço para comercializar livros, acessórios e alimentos. E é a ausência desta área que mais tem gerado críticas ao novo aeroporto. A fotógrafa Kamila Munique, que viajou com o filho de oito anos para São Paulo, lamentou. “Ele (filho) sempre pede algo para comer ou beber, e aqui não temos muitas opções”, disse.
(Foto: Lucas Cássio/A Redação)
Segundo a Infraero, as demais lojas e estabelecimentos estão em processo de implantação pela Socicam, concessionária responsável pela gestão e exploração dos novos espaços comerciais. A Infraero não informou uma data para o início do funcionamento pleno do local. Procurados pela reportagem a concessionária Socicam não atendeu às ligações.
Estacionamento
O estacionamento conta com 971 vagas, mas nenhuma coberta. O valor cobrado pelo período de até uma hora é de R$ 12. A hora adicional é R$ 2. O valor da diária é R$ 45. “A concessionária responsável pela administração do novo estacionamento está transferindo as coberturas do estacionamento antigo para as novas vagas”, respondeu a Infraero sem dizer uma data para a conclusão da transferência.
A sinalização onde ocorre o tráfego de veículos é um ponto positivo destacado pelo taxista Reginaldo Silva. “Da entrada principal até chegar ao lugar onde deixamos o passageiro é um percurso um pouco longo, mas que é bem sinalizado. Existem muitas placas no caminho com as orientações para onde seguir”, disse.
Apesar da inauguração no dia 9, as operações nas novas instalações só começaram no dia 21 do mesmo mês e estarão em operação assistida pela Infraero até setembro deste ano. Com a nova estrutura, a expectativa é de poder receber até 6,5 milhões de passageiros por ano em Goiânia.