Atualizada às 18h13
Brasília – O presidente da República em exercício, Michel Temer, deu posse aos 21 ministros que formarão seu gabinete enquanto a presidente Dilma Rousseff ficar afastada do cargo. A cerimônia foi realizada no final da tarde desta quinta-feira (12/05), no Palácio do Planalto. Entre as autoridades presentes, o governador de Goiás, Marconi Perillo, que foi até Brasília acompanhar o anúncio.
Confira a lista dos novos ministros:
Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Marcos Pereira, ministro da Indústria e Comércio
Gilberto Kassab, ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
José Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente
Geddel Vieira Lima, ministro-chefe da Secretaria de Governo
Leonardo Picciani, ministro do Esporte
Henrique Alves, ministro do Turismo
Helder Carvalho, ministro Integração Nacional
Bruno Araújo, ministro das Cidades
Fernando Coelho Filho, ministro de Minas e Energia
Fábio Osório Medina, Advocacia Geral da União (AGU)
Fabiano Augusto Martins Silveira, ministro da Fiscalização, Transparência e Controle (ex-CGU)
Mauricio Quintella, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil
Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Social e Agrário
Ricardo Barros, ministro da Saúde
Ronaldo Nogueira de Oliveira, ministro do Trabalho
Mendonça Filho, ministro da Educação e Cultura
Henrique Meirelles, ministro da Fazenda
José Serra, ministro das Relações Exteriores
Raul Jungmann, ministro da Defesa
Alexandre de Moraes, ministro da Justiça e Cidadania
Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil
Durante pronunciamento, o presidente em exercício Michel Temer disse que sua primeira palavra ao povo brasileiro é a palavra confiança. "Confiança nos valores que formam o caráter de nossa gente, na vitalidade de nossa democracia, na recuperação da economia, nos potenciais do nosso país. Unidos poderemos enfrentar os desafios deste momento de grande dificuldade", afirmou.
Michel ressaltou que é urgente um governo de salvação nacional. "O diálogo é o primeiro passo para enfrentarmos os desafios para avançar e garantir a retomada do crescimento. Teremos de incentivar as parceiras público-privadas, para gerar emprego no País. O estado não pode fazer, depende da atuação dos setores produtivos", disse.
O presidente em exercício falou da crise econômica. "Nosso maior desafio é estancar o processo de queda livre na atividade econômica. É preciso reconstruir os fundamentos da economia e melhorar o ambiente de negócios para o setor privado. É preciso restaurar o equilíbrio das contas públicas. A primeira medida é eliminar vários ministérios", explicou.
Para Temer é com base no diálogo que adotará políticas adequadas para incentivar a economia. "Quero remover a incerteza da inflação nos últimos anos. Hoje é exigida eficiência, e é por isso que hoje estamos na fase da democracia da eficiência. Serão mantidas todas as garantias que a direção do Banco Central tem para fortalecer sua atuação na política monetária e fiscal". Ele garantiu que encomendou estudos para eliminar cargos comissionados e funções gratificadas.