Yuri Lopes
Goiânia – O poeta Kaio Bruno Dias lança Respeite a solidão alheia, o segundo livro de sua autoria, neste domingo (3/4), a partir das 19 horas, no Grande Hotel no Centro de Goiânia.
Formado por nove capítulos, o livro de poesias de Kaio Bruno é bastante vasto na temática: “situações, sentimentos, sensações e dúvidas corriqueiras da humanidade”.
Mais especificamente, Respeite a solidão alheia abarca em suas poesias assuntos como o cotidiano, a vida prosaica, a ausência, a perda, saudade, solidão, desencontros amorosos, da falta de comunicação profunda nos dias atuais, do vazio existencial, entre outros.
Capas dos dois livros de Kaio Bruno Dias (Foto: divulgação)
O livro será lançado de forma independente e pode ser adquirido em Goiânia pelo e-mail do autor ou on-line por livrarias como Livraria Cultura e Martins Fontes.
Além do lançamento do segundo livro, Kaio Bruno vai receber amigos que vão participar de uma série de atrações como pocket shows, performances, exposições, e rodadas de poesia. Entre os convidados estão Carlos Brandão, Valério Luiz Filho, Jade Mustafé, Allex Flores, Danilo Rodrigues, Indy Thaynara, Heitor Vilela e Pedro Kallebe. O evento terá um momento de palco aberto, onde cada um que quiser poderá manifestar sua arte.
Sobre o autor
Nascido no Maranhão, Kaio Bruno é radicado em Goiânia, morador do Centro da cidade, tem 25 anos e está no último período de Letras, preparando o TCC e projeto de mestrado em Ecolinguística.
A estreia de Kaio na literatura veio em 2012 com o livro Peg & Pag. O escritor também é compositor e intérprete em pocket shows e recitais solos com suas poesias transformadas em letras de músicas. Kaio teve dois poemas incluídos na mostra Poesia Agora, realizada no ano passado, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.
Na entrevista que você confere a seguir, Kaio Bruno fala sobre inspirações, temas preferidos, o uso de redes sociais e da poetisa preferida.
A Redação: Além do e-mail no seu blog, onde o livro está disponível para quem quiser comprá-lo?
Kaio Bruno Dias: Além de poder comprar comigo mesmo, através do e-mail e das redes sociais, o livro também é vendido em algumas livrarias/bookshops espalhadas pelos Brasil, Martins Fontes, Livraria Cultura, Livraria Asabeça, e também pelos sites das mesmas.
Lançar o livro de forma independente foi opção sua ou tem a ver com os problemas de redução de verba das leis municipais e estaduais de incentivo à cultura?
Olha, foi opção mesmo, se eu colocasse o livro pra concorrer em algum edital, talvez fosse aprovado, mas aquela burocracia toda, a demora para o repasse dos recursos, fizeram com que eu seguisse meus prazos, meu tempo, e lançar pagando do bolso. Usei parte do dinheiro que consegui juntar com a venda do PEG & PAG, e mais uns trocados de uma economia aqui, outra ali e deu pra pagar os gastos do livro novo.
O título do livro dá uma dica sobre a temática das poesias. Queria que você comentasse sobre a escolha do tema.
O livro é sobre situações, sentimentos, sensações, é sobre estar vivo neste mundo, sobre estar suscetível a esse mar de sentimentos que permeiam as nossas interações sociais e culturais. O 'respeite a solidão alheia' é um mergulho nas dúvidas corriqueiras que permeiam essa nossa humanidade cada dia mais pautada no antropocentrismo, e nas relações líquidas.
Você mora no Centro de Goiânia e conviver com a movimentação desse bairro acaba servindo de inspiração para seus textos. A mesma região também é silenciosa e calma à noite e nos fins de semana. O que mais te inspira na criação de seu trabalho: o caos urbano ou o silêncio?
"assim segue o mundo / um dia da pressa / outro da inércia."
esse versinho é antigo, mas resume a minha resposta, transitamos entre o caos e a calma, esses momentos se complementam, imagine uma vida só no silêncio, ou só no caos?
Você comenta nas redes sociais (principalmente no Twitter) sobre signos, amor, dores, alegrias, música tema para cozinhar sozinho num sábado à noite, política e mais uma penca de assuntos. Qual seu tema preferido e o que acha melhor evitar nas redes sociais?
No meu dia a dia e na internet tento estar sempre o mais consciente possível e manter algum tipo de senso para lidar com informações, tabus, temas polêmicos, etc. Sem reproduzir ódio, ou algo que vá afetar outras pessoas e suas lutas sociais e ideológicas, por exemplo, há alguns dias uma moça de um blog me procurou para uma entrevista sobre feminismo, e essa pessoa se assustou quando eu não quis falar para o blog sobre o tema, não me via na posição de alguém que poderia explorar essa temática, não por não conseguir produzir opiniões sobre o assunto, mas por sentir que se trata de um assunto que deve ser protagonizado por mulheres, e não por um homem falando sobre o que deveria ser ou não ser feminismo, assim vale pra outras lutas sociais, tento estar sempre me livrando da cegueira dos próprios olhos, essa é a mais difícil, principalmente para nós que estamos sempre pela internet, terra cheia de luz que cega.
Como surgiu a ideia da capa do livro?
A capa do livro é um tecido bordado pelo artista visual e curador Divino Sobral. Ele quis desenvolver algo que remetesse as possíveis sensações presentes no livro, acho que ele conseguiu.
Quais são seus poetas favoritos?
Sempre que me perguntam isso, eu fico meio travado, sem saber o que responder exatamente, pois são muitas pessoas favoritas, mas percebo que tenho um apreço muito grande pelos escritos da Emily Dickinson.
Serviço:
Lançamento do Livro: Respeite a solidão alheia
Data: 3 de abril (domingo)
Horário: 19h
Local: Grande Hotel Goiânia
Entrada gratuita
Mais informações: (62) 8454-6852