Michelle Rabelo
Cerca de 600 mil alunos, matriculados nas 1.095 escolas da rede estadual – 137 delas em Goiânia – iniciam o ano letivo nesta quarta-feira (18/01). No total, em 2012, serão 209 dias letivos. De acordo com o subsecretário de Educação da Região Metropolitana, Marcelo Ferreira de Oliveira, que esteve na manhã de hoje no Colégio Estadual Damiana da Cunha, no setor Oeste, houve aumento de 20% na procura por vagas. A volta às aulas foi antecipada para a segunda quinzena de janeiro para não ser afetada pela quantidade de feriados que caem em dias úteis durante o ano. “Antecipamos um pouco esse regresso para não sermos prejudicados com os feriados que teremos pela frente”, explicou.
Marcelo Ferreira também falou sobre programas e projetos relacionados ao plano de reforma educacional, conhecido como Pacto da Educação. “Mais de uma dezena de ações previstas neste plano já estão em execução e outras se tornarão realidade já em 2012”, afirmou.
Em reunião entre os 38 subsecretários regionais da educação e o governador do Estado, que aconteceu na terça-feira (17/01), no Palácio das Esmeraldas, foi divulgado a ampliação do programa Reconhecer, onde os professores receberão bonificação devido à assiduidade, apresentação de um planejamento quinzenal das aulas, entre outros pontos. De acordo com o projeto, os professores receberão bônus no valor de R$ 2 mil, em duas parcelas, uma em julho e outra em dezembro. Os que cumprirem carga horária semanal de 60 horas receberão bônus de R$ 3 mil, também em duas parcelas.
O aumento da gratificação e um projeto de lei que implementa o piso salarial para os professores e altera o plano de carreira da categoria foram aprovados pela Assembleia Legislativa. As medidas foram criticadas pelo Sindicado dos Trabalhadores da Educação.
De acordo com a presidente do Sintego, Iêda Leal, a classe já possui um plano de carreira com as tabelas para cada nível de profissional, que merecem receber de maneira diferente devido à formação e posteriores especializações. “Existe uma insatisfação muito grande da classe. A Lei do piso precisa ser aplicada para profissionais em início de carreira, etapa conhecida como magistério”, explica. Iêda afirma que no primeiro anúncio do secretário da Educação, Thiago Peixoto, a diferença de porcentual entre os profissionais (P1) e (P2) foi achatado de 13% para 7%, o que iniciou o descontentamentos dos professores.
"O que ele fez agora foi mandar um aviso dizendo que vai aplicar o piso apenas para os professores P1, em início de carreira, que terão reajudste de 4,5% no salário. O restante não vai receber aumento. O descontentamento vem pelo descumprimento do plano de carreira já existente. A titularidade foi modificada e o vencimento incorporado", pontua. Os professores de todo o Estado se reunirão em uma assembléia que deve acontecer no dia 2 de fevereiro, em local ainda não definido. “A mobilização é necessária e a paralização, muito possível”, finaliza a presidente do sindicato.