São Paulo – O dólar abriu a quinta-feira (18/2), em leve queda ante o real, mas passou a oscilar entre os sinais negativo e positivo muito perto do valor de fechamento de quarta-feira (17/2).
A moeda reage tanto à pressão baixista provocada pela alta do petróleo e pela ata do Fed, que reforçou a perspectiva de manutenção dos juros nos Estados Unidos, quanto à deterioração do cenário interno, com a piora das projeções da OCDE para o Brasil somada ao novo rebaixamento da S&P e ao IBC-Br, divulgado pela manhã pelo Banco Central.
O BC divulgou que o IBC-Br terminou 2015 com contração de 4,08%, após a queda de 0,15% em 2014. A variação do IBC veio ligeiramente melhor que a mediana das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, de -4,10%. O intervalo das estimativas ia de -4,16% a -4,00%.
Em relação a novembro, o indicador registrou baixa de 0,52% em dezembro. O resultado foi ligeiramente melhor que a mediana de -0,60% calculada a partir do intervalo de queda de 0,11% a 1,10%. Segundo o analista da Guide Investimentos, Luis Gustavo Pereira, o rebaixamento da nota soberana do Brasil pela S&P já estava "muito no preço" dos ativos.
A repercussão da decisão, portanto, tende a ser tímida nesta quinta-feira, completa Pereira. No exterior, ativos brasileiros negociados operavam com reações limitadas no começo desta manhã, após a S&P ter rebaixado na tarde de ontem o rating brasileiro para BB, com perspectiva negativa.
Os papéis ordinários da Petrobras, por exemplo, perdiam 1,88% na Bolsa de Frankfurt às 8h25. O CDS de cinco anos era negociado praticamente no mesmo patamar de terça-feira, 16. (Agência Estado)