Lis Lemos
A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de participação de policiais militares no roubo de 51 armas em uma sala do Quartel do Comando da PM de Formosa (GO), a 282 quilômetros de Goiânia, em outubro de 2011. No entanto, o delegado responsável pelo caso, Carlos Firmino, afirma que não quer acusar ninguém sem provas. “Não queremos ser levianos. No início das investigações não havia qualquer suspeitas, mas agora com a nova linha de investigação trabalhamos com a possibilidade da participação de policiais”, explica.
O delegado acredita que a investigação será “um quebra-cabeças”. Carlos Firmino afirma que muitas perguntas estão sem respostas e a principal delas é o motivo da PM ter demorado sete dias para comunicar o roubo à delegacia da cidade. De acordo com ele, as armas estavam em uma sala sem cadeado, que já havia sido roubada, apenas um policial fazia a ronda do local e a câmera de segurança do quartel estava estragada. Essas são motivações que, segundo o delegado, levaram a Polícia Civil a mudar o rumo das investigações
Histórico
Essa não foi a primeira vez que o quartel da cidade foi roubado. Cerca de um ano atrás, foram roubadas quatro pistolas. Devido à semelhança entre os dois casos, a Polícia Militar passou à Polícia Civil informações de que o autor deveria ser o mesmo. No entanto, com a investigação, o delegado percebeu que “as possibilidades dessa pessoa ter participado do segundo roubo são remotas”. O Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Militar também participam das investigações.
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