A Redação
Goiânia –
Os 68 anos da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) foram comemorados com um café da manhã nesta quinta-feira (29/10). A confraternização iniciou com um culto ecumênico no pátio da instituição, no Setor Bueno, e foi prestigiada pela vice-presidente de honra da Organização, Fabrina Müller; presidente de Agência Goiana de Habitação (Agehab), Luiz Stival; diretora geral da OVG, Eliana França; diretores e funcionários da instituição, além de representantes de autoridades e de entidades sociais.
“O assistencialismo deu lugar a ações de cidadania e hoje a OVG consegue realizar milhares de atendimentos por ano em Goiás. Parabéns aos servidores que dedicam o seu trabalho e atenção para ajudar tantas pessoas que precisam em nosso Estado”, destacou Fabrina Müller.
A diretora geral da Organização, Eliana França, lembrou que ao longo dos anos a instituição passou por muitas mudanças, mas sempre teve o foco nos mais necessitados. “Hoje, a OVG se profissionalizou e, por meio de ações e programas realiza a distribuição de benefícios para pessoas e entidades; apoia universitários, adolescentes grávidas, o trabalhador; oferece atendimento aos idosos; estimula o voluntariado e acolhe pessoas do interior em tratamento em Goiânia. Os desafios são grandes, mas contamos com a solidariedade dos nossos parceiros para continuar garantindo o direito à dignidade humana”, pontuou.
Durante a confraternização, o coral Voz Solidária da OVG e o Grupo Ciranda da Gente, do Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte, que é ligado a Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Esporte (Seduce), apresentaram um repertório de músicas populares que emocionou os convidados.
História
Fundada em 30 de outubro de 1947, a OVG surgiu da iniciativa de um grupo de mulheres ligadas à Igreja Católica. Idealizada por Ambrosina Coimbra Bueno, então primeira-dama do Estado (esposa de Jeronymo Coimbra Bueno). A instituição foi administrada, em seus primeiros anos de existência, pela Arquidiocese de Goiás – não havia a Arquidiocese de Goiânia à época.
O grupo de mulheres ligadas à Arquidiocese, comandado por Ambrosina Coimbra Bueno, se reunia na Rua 19, no Centro, na antiga Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, para costurar enxovais para bebês, roupas de cama e uniformes escolares, que posteriormente seriam doados. O trabalho era feito em reuniões semanais com máquinas emprestadas.
Até a década de 1960, a Organização continuou sob a coordenação da Igreja Católica. Como forma de garantir mais visibilidade às ações da instituição, em 1966, a Arquidiocese de Goiânia transferiu o controle da entidade às primeiras-damas estaduais.
Atualmente as ações da OVG beneficiam milhares de jovens, idosos, crianças, deficientes e famílias de baixa renda em todas as regiões do Estado, além de municípios e instituições sociais.