Kamylla Rodrigues
Goiânia – Mesmo diante de um cenário de turbulências econômicas, com o poder de compra cada vez menor, alta de juros, redução de crédito e dificuldade de financiamento, o mercado imobiliário da Grande Goiânia continua aquecido. Segundo a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), até agosto de 2015 foram vendidos 4.224 unidades habitacionais na capital e em Aparecida de Goiânia.
Líderes do setor entrevistados pelo jornal A Redação garantem que investir em um imóvel novo ou usado ainda é um bom negócio. O diretor técnico e comercial do Grupo Bambuí, Humberto Furlanetto, defende a ideia de que a compra da casa própria é sempre um ótimo investimento quando a escolha do produto visa atender as necessidades pessoais dos compradores e de suas famílias. “Investir na melhoria da qualidade de vida para nós é sempre um excelente negócio”, disse.
Para o diretor-geral da imobiliária Rizzo, Dalton Egídio de Carvalho, além da satisfação pessoal, esse tipo de investimento é um dos mais seguros do país. “Ele protege o investidor em momentos como esse, que, diga-se de passagem, se dá muito mais por falta de capacidade de articulação política e responsabilidade fiscal do que pela falta de capacidade do povo brasileiro”, disse.
Dados da Ademi-GO apontam que de janeiro a agosto deste ano, foram comercializadas 4.224 unidades em Goiânia e em Aparecida. As vendas se mantiveram estáveis, quando comparadas ao mesmo período de 2014 – 4.258 unidades -, demonstrando o equilíbrio do mercado que se estende para todo o Estado. “O mercado goiano se posiciona entre as três melhores no cenário nacional. Este é o fator primário para a sustentação dos preços”, observou o diretor da Incorporadora e Construtora Opus, Marcos Henrique Alvares.
Como comprar?
Muitos clientes ainda ficam receosos no momento da compra e se questionam se aquele é o melhor negócio para sua família. Para não restar dúvidas, os líderes do setor recomendam pesquisar e analisar cada proposta, já que ninguém vai dizer que está vendendo algo ruim.
“Primeiramente o cliente deve olhar a parte documental que dará segurança a operação de compra, seja imóvel novo ou usado. Sugiro que o comprador busque uma imobiliária de renome e credibilidade para ajudá-lo nesse processo. A leitura dos contratos deve ser atenciosa e detalhada e todos os riscos devem ser medidos, sobretudo quando a operação envolve a contratação de financiamento. Busquem referências das incorporadoras e construtoras para checar a postura e atitude das mesmas sobre pós-venda, assistência técnica, flexibilidade e qualidade”, disse Humberto Furlanetto.
Para Marcos Henrique, a credibilidade da incorporadora é fundamental e a melhor forma de avaliar é conhecer empreendimentos prontos entregues pelas empresas, avaliar os projetos e qualidade dos produtos. Segundo o diretor-geral da Rizzo, Dalton Egídio, estar atento ao que acontece no mercado, assim como buscar conhecimento em empresas ou pessoas que dominam o mercado onde se quer investir, é indispensável, pois, mitiga-se o risco de perda.
E quando o assunto é imóvel novo ou usado, os três diretores afirmam que a escolha certa depende de vários fatores. “O imóvel novo tem melhores condições de financiamento o que torna a compra mais fácil, por outro lado, o usado pode ser encontrado por um preço mais em conta. O correto é pesquisar e colocar na ponta do lápis os prós e contras de cada opção”, finalizou Humberto, diretor da Bambuí.