Kamylla Rodrigues
A Redação – A Polícia Civil ainda não traçou uma linha de investigação sobre o assassinato da empresária do ramo imobiliário Neuza Severino de Aguiar, de 69 anos. Ela foi atingida por quatro tiros na cabeça na noite de quinta-feira (17/9), dentro do escritório dela, no Parque Oeste Industrial, em Goiânia.
A família da vítima acredita em execução, já que a camionete de Neuza e cerca de R$ 5 mil que ela levava na bolsa não foram roubados, mas o delegado que investiga o caso, Francisco Costa Júnior, afirmou que ainda é prematuro determinar uma linha de investigação.
“Ainda não temos nenhum elemento que indique quais são os suspeitos e qual seria a motivação do crime. A partir da semana que vem, quando os familiares e testemunhas forem ouvidos, podemos começar a traçar uma linha. Por enquanto, estamos reunindo informações do crime”, informou o delegado. O caso será transferido para o titular da Delegacia de Homicídios, Murilo Gonçalves Martins Araújo, que deve começar a colher os depoimentos na próxima segunda-feira (21).
No local, existem várias câmeras de segurança e essas imagens servirão de complemento nas investigações. “O sistema de monitoramento está bloqueado por uma senha. Um perito recolheu o computador central e está tentando recuperar essas imagens. São cruciais para a investigação”, afirmou.
Segundo o delegado, os peritos encontraram dois projéteis no local que podem ser de um revólver calibre 38. “Esse material vai passar por perícia”.
O motorista da empresária, Sebastião dos Santos Lopes Filho, de 41 anos, que estava dentro do escritório no momento do crime, também foi baleado na cabeça. Ele passou por cirurgia no Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) e não corre risco de morte.
Velório
O corpo de Neuza será velado na tarde desta sexta-feira (18), no Complexo Vale do Cerrado, em Goiânia. A vítima era empresária do ramo imobiliário e ex-esposa do prefeito de jandaia, João Rodrigues Neto, do PDT. Eles continuavam casados no papel, mas estavam morando separados há mais de 10 anos, segundo o delegado Francisco Costa. Ela também era uma das proprietárias da área do Parque Oeste Industrial, local que foi palco de uma invasão em 2005.