Yuri Lopes
Goiânia – “Quando tudo começou a tremer eu achei que o prédio ia cair e eu ia morrer”, declarou a jornalista goiana Agatha Couto, que está em Santiago, no Chile, onde um tremor de 8,3 graus na escala Richter atingiu o País no início da noite da última quarta (16). Após o abalo sísmico principal, réplicas do tremor foram sentidas em várias regiões do Chile.
Um alerta de risco de tsunami chegou a ser emitido e áreas costeiras, como Viña del Mar, chegaram a ser evacuadas, de acordo com a imprensa local. O alerta foi retirado.
Agatha trabalha na assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), está de férias desde a última segunda-feira (14) no Chile, onde pretende ficar até a próxima quinta (24).
Confira a seguir o relato da jornalista, concedido ao jornal A Redação por telefone, direto do Chile:
O medo que eu tinha era do prédio desmoronar, afinal, eu estava no 22º andar. Abri a porta do apartamento e os vizinhos estavam no corredor do prédio. Eu perguntei qual era a orientação nesses casos, só que eu estava muito nervosa, tremia muito. As pessoas me tranquilizaram dizendo que não tinha perigo do prédio cair, pois os prédios do Chile são preparados para aguentar abalos sísmicos. Segundo um deles, o perigo era ficarmos sem energia e, por isso, me orientaram a ter o celular sempre recarregado, ficar bem agasalhada e carregar uma garrafa de água.
O primeiro tremor deve ter durado cerca de cinco minutos. Pode ter sido menos, mas a impressão é de que foi rápido, mas não muito. Quando eu voltei para o apartamento, eu voltei a sentir um tremor, foi quando eu desci para o hall do prédio e o pessoal lá embaixo disse que há cinco anos não era sentido um tremor tão forte como o desta quarta. A gente só pensa que vai cair tudo e que você vai morrer.
O hall do prédio estava lotado, todo mundo com garrafa de água na mão. Vi algumas pessoas fazendo compras para estocar comida. A internet está funcionando, não faltou energia elétrica em nenhum momento, os ônibus estão circulando normalmente, caminhão de lixo.
Estou em uma área residencial, menos turística, e a sensação era de tranquilidade. Quem eu vi assustado foi bebê de colo e cachorros. Todo mundo ligando para os familiares.
Pela televisão local CHV, eu fiquei sabendo que eles estavam evacuando Viña del Mar, por conta do risco de tsunami. Mas aqui no centro de Santiago está tranquilo.
Agora estou bem, mas na hora que você está sozinha dentro do quarto e tudo começa a tremer, você entra em pânico, mas você sai e todo mundo segura na sua mão, fala que é normal, fala que o prédio tem tecnologia, isso te tranquiliza, aí fica mais fácil.